Biblioteca de PAN Portugal
Perguntas Frequentes (FAQ)
- O que é um Calendário de 13 Luas?
- Para quê mudar de calendário? O que é que está mal
no calendário que temos?
- O que é uma Assinatura Galática? Como é que
descubro a minha?
- Ouvi falar da profecia Maia de 2012. O que é que
irá acontecer?
- Isto é o Calendário Maia?
- Isto é um calendário lunar? Por que é que a
contagem das luas não começa a cada Lua Nova?
- Qual é o significado do número 13?
- Houve outras culturas a seguir o calendário de 13
luas?
- Por que não usamos nós um calendário de 13 luas?
- Porque é que o Ano Novo é a 26 de Julho?
- O que é o Dia fora do Tempo?
- Que comparações se fazem entre o calendário de
13 Luas e o de 12 meses?
- Como é que se relacionam o Tzolkin e o
calendário das 13 luas?
- Ouvi falar de duas contagens: a "Contagem do
Encantamento do Sonho" e a "Contagem Longa dos Maia". Explique, por favor!
- As luas de 28 dias continuam a ter semanas?
- E o ano bissexto?
- Que benefícios pessoais me advirão da adopção
do calendário de 13 luas?
- O que é a Rede Arte Planetária?
- De onde surgem os animais de cada uma das 13
luas?
- Os Maia executavam sacrifícios humanos?

Um Calendário de 13 Luas é a forma lógica e natural de contar a passagem do
ciclo anual de 365 dias. O ano é dividido em 13 meses, tendo cada um deles 28
dias certos, em vez de 12 meses que têm 28, 29, 30 e 31 dias. São 13 luas de 28
dias cada uma, somando 364 dias, e mais 1 "dia-fora-do-tempo", um dia para
celebrações e perdão, para assinalar o término de um ano, e dar as boas-vindas
ao que se lhe segue.
Diferente do calendário de 12 meses, que não corresponde a nenhum ciclo
natural, o calendário das 13 luas é "um calendário solar-lunar" porque 365 dias
é quanto a Terra demora para completar uma volta em torno do Sol (o aspecto
solar) e 28 dias é o período médio dos movimentos sinoidal e sideral da Lua (o
aspecto lunar).
O ciclo annual não começa a 1 de Janeiro mas, sim, a 26 de Julho; este é o
dia 1 da Lua 1. As datas correlatas são fixas; o dia 1 de Janeiro, por exemplo,
corresponderá sempre ao dia "20, Lua Rítmica", que é o 20º dia da 6ª lua.
Registado em todo o mundo por povos de diferentes culturas e crenças, este
calendário de 13 Luas é proposto como harmoniosa alternativa ao irregular e
não-natural calendário de 12 meses que correntemente serve como padrão para a
medição da passagem do tempo.
O Calendário das 13 Luas é a dispensação das sabedorias e das ciências
antigas para o mundo actual. Estes códigos, estes números e estes ciclos, eram
conhecidos dos videntes cósmicos que habitavam na Terra e, agora, por nós, na
medida em que voltarmos a despertar este conhecimento, no interior das nossas
células vivas.

Em 'Campanha Para O Novo Tempo', o Dr José Argüelles escreve:
"Mudar o calendário é mudar a própria história… Se escolhermos o Calendário
de 13 Luas, a nossa espécie operará segundo um ciclo que corresponde ao ciclo
biológico da mulher. Acertaremos a nossa vida diária por um calendário perpétuo
que soltará a nossa mente nos domínios das normas telepáticas que são próprias
da frequência temporal universal 13:20. Descobriremos que esta ferramenta
sincroniza o calendário lunar com outros calendários em uso, de acordo com uma
harmonia matemática previamente insuspeitada. Soltos no seio de um estado de
consciência inteiramente novo, depressa nos daremos conta de tecnologias que são
mentais, ao invés de materiais, na sua natureza. Uma ordem sincrónica de vida
humana unificará o planeta.
"Será um calendário qualquer coisa mais do que apenas um utensílio para
agendar pagamentos de dívidas (as calendas)? Não será ele um instrumento de
sincronização? A harmonia ou desarmonia do tempo é assunto profundo, enraizado
no instrumento de reconhecimento do tempo que nós usamos. Pouca dúvida existirá
relativamente ao facto de que vivemos hoje mais num tempo de caos do que de
harmonia. É-nos possível afirmar também, no que diz respeito aos efeitos que os
padrões de medição têm nas nossas mentes, que o caos do tempo está entranhado no
calendário que usamos. Se é suposto deixarmos este tempo de desordem e entrar
num tempo de harmonia, temos de trocar o instrumento no qual o caos está
impregnado por um outro que é o modelo verdadeiro da harmonia - a contagem das
13 luas de 28 dias.
"O calendário Gregoriano, o actual padrão global civil é, sem dúvida, a base
do movimento da globalização… Só uma espécie cuja sensibilidade à passagem do
tempo tenha sido capturada por instrumentos de medição artificiais é que poderia
tornar-se alienada ao ponto de produzir a charada do "mundo veloz"; uma
civilização em que o dinheiro e o avanço tecnológico se sobrepõem à
sensibilidade humana e à ordem natural. É para a correcção deste momentum
destructivo que todos os esforços para a reforma do calendário devem ser
dirigidos."
O domínio global do nosso calendário de negócios, de 12 meses, resulta de
séculos de conquistas imperialistas.
Modificado, por último, pelo Papa Gregório XIII em 1582, o "calendário
Gregoriano" é, neste momento, um padrão mundial porque este sistema o forçou no
seio dos povos indígenas conquistados que perderam não só as suas terras como
também a sua liberdade religiosa. O calendário Gregoriano constitui uma
apresentação do tempo que é arcaica. É um produto dos seus predecessores: o
calendário de Júlio César e o anterior "calendas" (os prazos para os pagamentos
dos impostos) do Império Romano.
Guardando o poder de um sacerdócio patriarcal e de um sistema económico
neo-feudal, este calendário - através da nossa adesão à sua sistemática
desarmonia - programa-nos para que perpetuemos um estilo de vida do tipo "tempo
é dinheiro".
Consumo, em vez de criatividade; mercado, em vez de moral; estamos num
caminho que não nos conduz a um futuro promissor. Sabendo agora que fomos
iludidos por uma compreensão falsa do tempo é nossa responsabilidade e nosso
direito explorar e reclamar a nossa verdadeira relação com o Tempo.

De acordo com o Encantamento do Sonho, que é a moderna
aplicação da antiga contagem do tempo dos Maia, cada dia é rubricado por uma
"Assinatura Galáctica" que é uma porta singular caracterizada por energias
únicas que se representam por símbolos, números, cores, e palavras-código. Há
260 assinaturas distintas. Cada assinatura galáctica carrega um dos 13 Tons da
Criação, e uma das 20 Tribos Solares. Os 13 tons e as 20 tribos em conjunto
formam a matriz do Tzolkin (13x20=260) - o calendário sagrado da Criação, para
os Maia.
Qualquer pessoa pode saber qual é a sua assinatura galáctica
ou a de amigos, ou a de familiares seus em
Bússola Galáctica.
Depois de a ter identificado, quanto mais questões lhe puser
mais ela revelará dos seus poderes e da sua presença. No seu todo, as energias
dos 260 kins ajudam-nos a ver o quadro da vida como uma acção concertada das
forças e dos padrões universais. À medida que exploramos e vivemos atentos a
estas energias, experimentamos o desdobrar da nossa própria evolução no nosso
dia-a-dia!

Boa pergunta! De acordo com os calendários dos Maia o dia 21
de Dezembro de 2012 é uma conjunctura crítica que indica o ponto de conclusão de
um ciclo de 26.000 anos, no processo evolutivo do Homo Sapiens. No Solestício do
Inverno de 2012, o Sol do meio-dia terá alinhados o ponto de cruzamento da sua
elíptica com o equador galáctico, enquanto que muito próximo se achará de um
alinhamento com o exacto centro da nossa galáxia.
O antropologista Carlos Barrios entrevistou cerca de 600
anciãos Maia tradicionais e partilha do conhecimento deles relativamente ao
término deste ciclo. Ele diz que "O mundo não vai acabar. Vai ser transformado…
Tudo mudará… A mudança acelera agora, e continuará a acelarar… Se as gentes da
Terra conseguirem chegar a esta data de 2012 em boa forma, sem terem destruído
demasiado o planeta, subiremos para um nível novo, mais alto. Mas para lá chegar
temos de transformar forças enormemente poderosas que procuram bloquear o
caminho… A humanidade perseverá, mas numa forma diferente. As extructuras
materiais mudarão. E daí teremos a possibilidade de ser mais humanos…
"O nosso planeta tanto pode ser renovado como devastado. Está
na altura de acordar e agir… As mudanças profetizadas vão ter lugar, mas será a
nossa atitude que irá determinar quão violenta ou suavemente elas se farão. Este
momento é crucialmente importante para a humanidade e para a Terra. Cada pessoa
é importante. Encarnar nesta época significa trabalho espiritual a desenvolver
para o equilíbrio do planeta… A sabedoria maior está na simplicidade. Amor,
respeito, tolerância, partilha, gratidão, perdão. Não é complexo; não é
elaborado. O verdadeiro conhecimento é de graça. Está codificado no teu AND.
Tudo o que necessitas está dentro de ti. Grandes ensinadores o têm dito deste o
princípio. Acha o teu coração e acharás o teu caminho."
Moira Timms escreve: "É a Unificação e a Compleição de todos
os ciclos naturais, culturais, religiosos e proféticos - a ponta da cauda da Era
de Peixes está sobre nós, tal como o está o Quinto Mundo da MesoAmérica e a Kali
Yuga dos Hindus, todos aninhados dentro da culminante revolução do Grande Ano."
Reflitamos na profecia de Pacal Votan: "Se a humanidade quiser
poupar-se dos efeitos da destruição da bioesfera, tem de voltar a viver no tempo
natural." A evolução é-nos apresentada, mas deixada à nossa responsabilidade, já
que somos nós que - aqui, agora e durante os próximos 10 anos -, estamos a viver
o desenrolar daquela profecia. "Acordar agora" é começar a modificar a nossa
consciência do dia-a-dia através de coisas práticas, simples, tais como a
adopção do calendário de 13 luas.
Quanto mais atentamente escutarmos, mais visão interior
teremos - talvez - da face desta Era de Mudança Mundial. Ao acordarmos para a
nossa própria, verdadeira, consciência, mais claro reflexo seremos nós do estado
de interrelação com que o futuro radialmente atinge o Agora. Coordenemo-nos,
tanto nos planos exteriores da existência como nos interiores, para a aurora da
sincronização galáctica!

Considerando que os antigos Maia tinham mais de 17 calendários
e que os Maia da Guatemala dos nossos dias seguem uma versão distinta (se bem
que relacionada) desta contagem, seria impreciso dizer que isto é o calendário
Maia. Se bem que o Calendário do Tempo Natural das 13 Luas integre os padrões e
os códigos antigos encontrados na Ciência do Tempo dos Maia, essas Matemáticas
são, em si, reflexos universais - e não Maia - da ordem cósmica. Por isso,
tecnicamente, dir-se-á não que este calendário é o Maia mas que está
sincronizado com os calendários Maia. O Calendário das 13 Luas tem por base a
ciência do tempo da Natureza, da qual os Maia tinham conhecimento e guardaram
registo. Pelo facto de estes padrões energéticos ocorrerem universalmente,
apresentam-se como ciclos de tempo e também como oráculos divinatórios da quarta
dimensão.
Os reconhecidos Maia do Período Clássico (435-830 dC)
registaram a mais extensa e precisa ciência de contagem do tempo conhecida na
Terra. Traçaram os ciclos concorrentes de todos os corpos celestes e calcularam
datas, tanto para o passado como para o futuro, com surpreendente precisão. A
sua ciência cósmica era tão perfeita na reflexão das Leis Universais da Natureza
que os seus padrões correspondem a inumeros outros sistemas harmónicos, desde os
calendários de 13 luas dos Inka e dos Druidas, o I Ching dos Chineses, a forma
espiralóide da galáxia, a arquitectura do nosso corpo no que respeita aos 20
dedos e às 13 articulações, até ao código do nosso ADN.

Não se trata de um calendário lunar. Na verdade ele é um
calendário galáctico-solar-lunar. Os calendários lunares são relativos ao ciclo
da Lua, que se formam de duas partes distintas: uma é o ciclo sinoidal (de Lua
Nova a Lua Nova) de 29,5 dias (no qual se baseia a maior parte dos calendários
lunares), e a outra é o ciclo sideral (medido a cada passagem da lua pelo mesmo
ponto do céu) e que tem a duração de 27,33 dias.
Dado que nenhum destes ciclos serve para medir com precisão o
ciclo solar de 365 dias (um ano de 12 revoluções sinódicas são só 354 dias), o
número de 28 dias é usado como média entre os dois ciclos lunares descritos.
Treze meses de 28 dias cada é igual a 364 dias; com um dia mais, fora-do-tempo,
dá 365 dias. Desta feita, as treze "luas" do calendário não se contam a partir
da Lua Nova, como acontece nos calendários lunares comuns, mas o uso de um
padrão de 28 dias sincroniza-nos com as revoluções da Lua.

Enquanto que o número 12 representa o círculo, 13 representa a
espiral contínua. Enquanto que o 12 representa a estagnação que a si mesma se
perpetua - a mais alta complexificação da forma material - 13 representa
circulação, a força da transcendência e do ir além. Treze tem o significado de
ratio cósmico do Tempo como força do movimento universal. Até nos nossos corpos
são as nossas 13 articulações (os 2 tornozelos, os 2 joelhos, as 2 ancas, os 2
pulsos, os 2 cotovelos, os 2 ombros e o pescoço) que nos proporcionam a
faculdade do movimento. Transformado em tabú devido à sua associação com as 13
luas e os 13 ciclos anuais da fertilidade na mulher, o número 13 veio a ser
considerado azarento, associado mesmo à bruxaria e à feitiçaria. O 13
representa, na verdade, o estado de interrelacionabilidade, a presença que
unifica os movimentos da vida como uma orquestra mágica. O 13 patenteia-se nas
carapaças das tartarugas - 13 luas em movimento que reflectem os 13 tons da
criação - o movimento da galáxia, a espiral que se vai transmutando em formas
biológicas de vida.

Sim! O calendário de 13 luas de 28 dias tem estado em uso ao
longo dos últimos 5000 anos. Das contagens dos Inka à dos Druidas, dos Egípcios,
dos Essénios, dos Maia, dos Polinésios; o calendário de 13 luas foi usado ao
longo da pré-história como padrão de harmonia.

Não existe resposta satisfatória para este questão, apesar de
parecer que os ditames das organizações religiosas constituem o obstáculo maior,
ao lado do status quo social que parece inconscientemente determinar os
programas pelos quais operamos neste nível de realidade. Um pouco da história
recente sobre este assunto: em 1933, a Liga das Nações votou a favor da adopção,
a nível mundial, de um calendário de 13 luas, reconhecendo tanto a sua
fiabilidade como o seu teor de continuidade. Ao 13º mês chamar-se-ia
"Trizembro". No entanto, antes da sua implementação, o Vaticano conseguiu criar
uma onda de cepticismo capaz de gerar oposição à sua aceitação. Foi argumentado,
ironicamente, que a interrupção de uma semana de 7 dias para o dia sem tempo
causaria calamidade e conduziria à guerra. Hoje há comunidades que, à volta do
mundo, se juntam nesse dia (25 de Julho) para activar o tema "Paz Planetária
através da Cultura!".
Esforços no sentido da reforma do calendário continuaram até
1956. Desde 1992 vêm a ser continuados pelo Movimento Mundial de Paz e de
Mudança para o Calendário de 13 Luas - Rede Arte Planetária.

O facto de essa data ser a do Novo Ano tem base numa data que
se relaciona tanto com o Encantamento do Sonho como com uma profecia dos Chilam
Balam; ela corresponde à subida da estrela Cão, de Sírio, em companhia do Sol, o
que ocorre anualmente a 26 de Julho. Este auspicioso alinhamento de Sírio com o
Sol - que marca também o início do novo ano do calendário de 13 luas do egípcio
Thot - assegura a propagação de luz e de informação em abundância, sobre a
Terra. Sendo a estrela fixa mais brilhante do céu, Sírio é há muito vista como
ligação a um estado de consciência de uma dimensão mais elevada que auxilia a
acelaração da evolução do nosso planeta e que está associada ao Princípio
Feminino do Divino.

O Dia fora do Tempo, anualmente lembrado com festivais desde
1992 a nível global, cai sempre a 25 de Julho. No Calendário de 13 Luas, este
dia não é dia de mês nem dia de semana. Está entre o dia que fecha um ano (24 de
Julho) e o dia que abre o ano seguinte (26 de Julho). Este dia é dedicado a
festividades e à comunidade, à volta do planeta. Os pontos focais são: parar o
trabalho de todos os dias e atestar a verdade que afirma que "O Tempo é Arte!",
Paz Planetária através da Cultura, perdão, reparação, livrança de dívidas,
purificação, a Arte da Paz, a liberdade de estar vivo. É uma oportunidade para
se vivenciar verdadeira intemporalidade e amorosa bondade. Quer seja em reuniões
públicas ou em círculos privados, este dia é uma catalítica rampa de lançamento
para o ano que vai entrar, uma espevitação da presença telepática, e uma forma
perfeita para convidar pessoas à harmonia do Calendário das 13 Luas.

O ano de 13 luas é preferível porque traz em si a regularidade
e a consistência dos ciclos da Natureza. A sua contagem de 28 dias proporciona
uma bitola perfeita para os negócios e para as necessidades individuais. A
aplicação cronológica do calendário das 13 luas é a mesma com a qual estamos já
familiarizados. Continua a haver 7 dias numa semana e 52 semanas num ano. No
entanto, em vez de se usar 12 meses irregularmente medidos, e com nomes como
"Novembro" e "Dezembro" (que significam "nove" e "dez" - reminiscências do
calendário Romano de 10 meses) usam-se nomes como "Harmónica" e "Rítmica" (que
significam 5ª e 6ª luas). Esses nomes denotam as qualidades de cada lua, as
quais coordenam os nossos percursos anuais com os princípios organizadores de
Lei do Tempo, proporcionando-nos novos pontos de referência para a percepção do
fluxo do tempo.

Dentro do calendário das 13 luas existe um padrão de um
período de 52 anos, no qual nenhum dia se repete nunca. Conhecido coma "a
mutante intercepção do tempo", a energia do dia é o produto de um ciclo de 260
dias (o Tzolkin) perpetuamente fluindo ao longo do ciclo de 365 dias-13 luas.
Tzolkin, que quer dizer "Contagem Sagrada", também é designado como "calendário
do Giro Galáctico". Este período é um ciclo harmónico base; um denominador
numérico comum das órbitas do Sol, da Lua, da Terra, de Marte, de Mercúrio e de
Vénus. Espelha também o período da gestação dos humanos: 9 meses,
aproximadamente. Duzentos e sessenta é também um fractal do ciclo de 26 000 anos
de evolução do Homo Sapiens - o ciclo da precessão dos equinócios e da órbita do
nosso Sol à volta da estrela central da constelação de Pleiades, Alcione. O
calendário de 13 luas reflecte o ritmo biológico annual dos ciclos de
fertilidade na mulher, que são de 28 dias. Ao perceber-se a interelação destes
dois ciclos primários está-se a canalizar as energias da quarta dimensão do
Tzolkin para os ritmos da terceira dimensão do ano de 13 luas.
Assim, estamos a trabalhar com um calendário
lunar-solar-galáctico, conscientemente ligando o Cosmos à Terra, enquanto os
nossos receptores humanos completam o circuito.

A contagem apresentada nesta página é a do Encantamento do
Sonho. O Dr José Argüelles, mensageiro do Encantamento do Sonho, elucida acerca
desta questão:
"A contagem do Encantamento do Sonho baseada na sincronização
com a data de 26 de Julho do calendário Gregoriano é uma expressão precisa da
única tradição profética registada dos Chilam Balam - os sacerdotes do Jaguar,
das terras baixas do Yucatão Maia. A contagem longa, dita Quiche ou dos Maia,
representa a ordem cronológica do tempo… como tal, é uma interpretação linear do
Tzolkin, o calendário sagrado… O propósito da contagem dos Chilam Balam foi o
estabelecimento de uma base para a compreensão da existência da ordem sincrónica
do tempo, completamente à parte do que geralmente é designado por Contagem
Longa, a contagem linear dos dias (3113 aC - 2012 dC). A ordem sincrónica é
complementar a esta interpretação linear, mas introduz o humano à ordem radial
das dimensões mais elevadas… O sistema de sincronização do Encantamento do Sonho
é designado por 'cuceb', que literalmente significa 'esquilo' ou 'aquilo que
gira'. O Chilam Balam Cuceb - revisto como a Contagem do Encantamento do Sonho -
e a contagem Tradicional que é seguida pelos Maia das Terras Altas da Guatemala
diferem, na sua relação, em 50 dias (entre a data actual e 2004). A contagem
Tradicional é designada por 'Oxlajuj Aipop' e é mantida pelos Quiche,
Cakchiquel, e Pocomam. Podemos agora definir a contagem Tradicional como sendo a
dos Maia indígenas, e a do Encantamento do Sonho/Chilam Balam, como a dos Maia
galácticos… Estas duas contagens constituem, na realidade, uma aliança
profética… Não existe conflito entre elas… A Lei do Tempo abarca ambas, na ordem
da verdade da quarta dimensão."

O mês de 28 dias enfatiza a perfeição do padrão 4 X 7,
validando a lógica natural do ciclo semanal. As 4 semanas representam as Quatro
Direcções; a primeira semana é Vermelho (Este) - a força da iniciação - , a
segunda é Branco (Norte) - a força para refinar -, a terceira é Azul (Oeste) - a
força da transformação -, e a Quarta é Amarelo (Sul) -, a força para o
amadurecimento. E cada dia da semana está alinhado com cada um dos 7 chakras (os
centros energéticos do corpo humano) e correspondem a símbolos do "plasma
radial". Para os pormenores consulte o calendário.

Nem os astrónomos concordam no que diz respeito à medição
precisa do ano solar. O nosso ano é de 365,2421896698 dias, aproximadamente. É
para este quarto de dia extra que o 29 de Fevereiro faz figura de solução,
tentando assegurar que o calendário de 12 meses se mantenha alinhado com as
estações do ano e que não dessincronize (o que historicamente se verifica porque
a Primavera chega mais cedo a cada ano que passa). Esta solução - a arbitrária
inserção de um dia extra em cada ano que seja divisível por 4 (como 1964),
excepto naqueles que completam o século, que por sua vez deve ser divisível por
400 (como 2000) - é um remédio fabricado pelo homem que produz anos de 366 dias.
Esta não é a única forma de lidar com o quarto de dia em questão. Na verdade, o
que acontece é que esta solução do 29 de Fevereiro interfere com a harmoniosa
progressão do calendário de 13 luas, que é a real medida dos ritmos biológicos
naturais e dos movimentos cíclicos. Por isto é que, no calendário das 13 luas, o
dia 29 de Fevereiro dos anos bissextos não é contado como dia da semana, nem no
na contagem do Tzolkin é ele incluído. (Em vez disso, ele é tomado como um dia
vazio - 0.0.Hunab Ku). A solução alternativa que propomos é contabilizar a
variação do quarto de dia de forma harmoniosa. Por outras palavras: num período
de 52 anos há 13 anos bissextos. Em vez de se ter um dia extra em cada 4 anos,
por que não termos um jubileu de 13 dias fora-do-tempo, a cada 52 anos - 13 dias
para um festival de Paz através da Cultura! Esta opção preserva os padrõess
integrais do calendário das 13 luas, mantendo daí o alinhamento com a lógica da
natureza.
(Actualmente, uma vez que é observado o ano bissexto, cada um
desses ano retira um dia em cada 13 dias da
onda-encantada-fora-do-tempo, agendado para 2039).
O Dr José Argüelles explica: "Acomodar o dia 29 de Fevereiro
subtrairia um dia à contagem dos Detentores-do-Ano, subvertendo a harmonia do
sistema das 13 luas. Pela revisão dos textos dos Chilam Balam se torna claro que
o dia extra do ano bissexto nunca era considerado; muito menos figurava na
contagem dos Detentores-do-Ano. Assim, estes asseguravam e mantinham a harmonia
do sistema, no qual cada período de 52 anos é igual a 73 giros galácticos do
Tzolkin, nenhum dia se repete e os 18.980 dias do ciclo inteiro se voltam a ver
a cada 52 anos, num movimento de tempo em espiral ascendente."

Consciência aumentada, sentido de orientação interior,
acentuada harmonia com o fluxo da vida e a tranquilidade dos ritmos pessoais
próprios e reais, aumentado sentido de telepatia, acrescentada experiência de
sincronicidade e de alinhamento, participação numa família global de gente que
desperta, entrusamento do campo bio-magnético e do circuito electro-químico
pessoais com os da Terra e do Espaço, consciente ligação dos nossos corações com
a mão equilibrada da Natureza. Tal como diz John Major Jenkins: "Quando se segue
a pista do Tzolkin e a contagem de dias de 13 X 20 durante tempo suficiente,
observando cuidadosamente como é que eles padronizam acontecimentos do nosso
dia-a-dia, começa-se a ver como é que eventos aparentemente sem ligação - tanto
no espaço como no tempo - estão na verdade muito estreitamente ligados entre
si".

É gente como você que, em conjunto, trabalha como uma
organização descentralizada de grupos bio-regionais coordenados no tempo pela
Contagem das 13 Luas. Promovendo tudo o que contribua para o avanço da nossa
evolução espiritual, o nosso objectivo principal é espalhar o conhecimento da
Lei do Tempo e substituir o calendário Gregoriano dos 12 meses pela Contagem das
13 Luas de 28 Dias. A nossa meta é a activação do potencial humano em harmonia
com a Natureza. É nosso papel ajudarmo-nos uns aos outros durante estes tempos
de transição, de modo que possamos continuar a navegar com cada vez mais
lucidez. Como colectividade planetária, com participantes de todas as línguas,
estamos unidos pela linguagem simbólica da ordem da Natureza. Honramos a lei do
Kin, que afirma que para o círculo somos todos de valor igual, cada um com
sementes do conhecimento dentro de si. Repare que, à volta do globo, os
encontros dos kin da Rede Arte Planetária têm lugar nos dias Cristal - o dia de
tonalidade 12, em cada ciclo de 13 dias da Onda Encantada. O acto de nos
encontrarmos no "campo mental cristal, da cooperação" mantem a rede dos
rastreadores-do-tempo sincronizada, uma vez que todas as partes colaboram para a
construção do Todo. Para estabelecer uma Rede Arte Planetária (PAN) na sua área
e receber uma cópia de um conjunto de material educacional iniciador para o
grupo, contacte a Foundation For the Law of Time (sediada em Brightwood, Oregon)
pelo e-mail foundation@tortuga.com. Visite o website
www.tortuga.com,
regularmente actualizado pelos seus fundadores, José e Lloydine
Argüelles.

O alinhamento dos 13 animais-totem corresponde à sequência das
13 maiores constelações redescobertas e apresentadas por Hugh Harlston em El
Zodiaco Maya. Através do estudo desses animais numa perspectiva biológica, é-nos
possível encontrar significados mais profundos dos poderes das 13 luas.

O termo "Maia" refere-se a uma longa linhagem ancestral. Os
Maia responsáveis pela maioria dos monumentos calendricos e pelos majestosos
observatórios piramidais são conhecidos por "Maia do Período Clássico".
Estiveram na Terra durante uma janela de tempo específica: cerca de 435 a 830
dC. Parece que viveram e trabalharam com uma missão muito precisa - a de
registar enormes ciclos astrológicos e astronómicos, com o fito de alertar
gerações futuras para a mudança da idade do mundo; o amanhecer de uma nova
criação. Quando estava pronta a sua tarefa de codificação da mensagem em pedra,
os Maia Clássicos abandonaram a cena. Como escreve o Dr José Argüelles: "Em 830
dC, a equipe de engenheiros regressou ao espaço, para as dimensões de onde os
Maia mantêm a sua observação das coisas. Lentamente, os Maia terrestres se
imiscuiram de novo com as selvas. Os tempos das trevas estavam a chegar. E os
Conquistadores apareceram. Por volta de 830 dC, tribos guerreiras que tomaram
para si mesmas o antigo nome dos Tolteca - que significa Mestre Constructor -
entraram no Yucatão. A guerra e o sacrifício de humanos foram introduzidos."