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De Tulán, La Lejana

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De Tulán, La Lejana

III. A hora de descender

 

 

Nós saímos de Tulán, e não éramos 100 nem 200. E outra (nave) devia ter saído cinco katunes depois (da nossa) 36 mil dias, segundo a medida de tempo que estabelecemos para o vosso planeta, cujas diversas características (nos) foi possível determinar antes do desastre.

Circundámos o vosso (globo) durante 4 tunes, e viram os nossos olhos e confirmaram os nossos (equipamentos) quanta zona líquida, quanta zona firme se continha (nele) e que perfeito equilíbrio na sua distribuição?

Vários (exploradores) fizemos descender nesse tempo. Na verdade foram homens (mecânicos) que nos comunicaram os detalhes que permitiram completar os dados que nos faltavam: podíamos respirar na vossa atmosfera; davam-nos a segurança de poder comer e beber em menos tempo os alimentos necessários que lá nas zonas sólidas e também nas águas conseguiram descobrir (os nossos informadores). Só uma coisa difícil nos podia preocupar: os seres parecidos a nós eram primitivos. Devoravam-se matando uma infinidade de gente. E eram devorados por monstros desconhecidos no (nosso mundo) Tulán. Assim dizia Naz-Aretz, um dos maiores entre os nossos físicos.

Terminado o tempo de espera juntaram-nos na sala (da nave) e o nosso Sumo Capitão falou-nos. Com as suas palavras explicou que tinha chegado o momento e a ocasião para o descenso. Isso foi o que nos disse. E com a segurança dos batimentos e (a respiração) do ar, descendemos.

 

 
Esta figura talhada em pedra apareceu junto a outras, Testemunho de Chac-Le.
A quem ou a que pessoas representam…?
Nesta, por exemplo, destacam-se detalhes como o da peca que rodeia o pescoço e as que descansam sobre os ombros, e que partindo do conteúdo do testemunho faz-nos pensar, ainda que pareça absurdo para alguns, num cosmonauta.

 

 

 
Katún Katún é uma palavra maia. Designa um espaço de tempo que no nosso calendário actual compreende 19 anos, 8 meses e 25 dias. Neste caso 5 katunes correspondem a 1 século (100 anos) mais 1 ano, 4 meses e 20 dias. Os maias tinham ciclos no seu calendário de até 64 milhões de anos! Não se sabe que uso prático isto podia ter. O seu calendário conta de 19 meses: 18 de 20 dias e 1 mês de 5 dias; e fechavam um ciclo completo cada 52 anos: 52 multiplicado por 365 será igual a 18980 dias. Desta maneira qualquer maia que vivia mais de 52 anos via repetir-se os dias sucessivos do Ano Novo ou quaisquer outros dias dados exactamente com os mesmos nomes. ‘’Tendo por certo que a fórmula de correcção do calendário concebida pelos sacerdotes astrónomos de Copán, nos tempos remotos dos séculos VI e VII da era crista, era ligeiramente mais exacta que a nossa própria correcção gregoriana do ano bissexto, que não se introduziu até cerca de mil anos mais tarde, em 1582, pelo papa Gregório XIII. Op. Cii., pp. 304 e 337.
   
Tun ou Tunes Para os maias: espaço de tempo semelhante a 1 ano do nosso calendário actual. (N. do T.)
   
Físico Assim se designava antigamente aos médicos. (N. do T.)

 

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