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De Tulán, La Lejana

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De Tulán, La Lejana

VI. E foram as suas palavras ditas desta forma…

 

 

E fixamos a última advertência do nosso Sumo Capitão; ele falou-nos em palavras suaves e disse-nos: “Como todos nós temos a facilidade e podemos compreender as linguagens estranhas (pelo método pantológico), tratemos de impôr a nossa (língua). A nossa obrigação será ordenar, (metodizar) estabelecer dentro da linguagem nativa que encontremos, o melhor sistema para o desenvolvimento (de cada povo) começando em conformidade com o grau de cultura de cada um deles.

Assim nos disse o nosso irmão o Sumo Capitão. E Kuk-Ulcán, seu (ajudante) imediato falou-nos também. E foram as suas palavras ditas desta forma, na sua maneira: “Tudo o que o homem construir para o seu próprio bem estar deverá ser respeitado e nunca jamais destruído”. Assim nos disse, e disse-nos também: “Só é aceitável melhorar o que foi feito, enriquece-lo, engrandece-lo e faze-lo superior, um de cada vez, e assim ensiná-lo a quantos encontremos que não o souberem e que não o entendam. E que um homem não aumente nunca a sua própria comodidade com a incomodidade de outro homem, coisa que vai contra a natureza…” Kuk-Ulcán que falava pouco com poucas palavras, aquele que tinha sempre os olhos tão longe como o horizonte e o monte da sua barba como uma cascata de mel. O profundo (filósofo) que ficou entre nós…

 

 
Pantológico Pantológico ou Pantólogo: do grego pan, pant ou pantos que significa tudo; e logos: discurso, e por derivação línguas. (ex: filólogo). Neste caso pantólogo, pantologia ou pantológico significa o que conhece, estuda e domina todas as línguas. Compusemos esta denominação para nos aproximarmos de um hieróglifo praticamente intraduzível. (N. do T.)
   
melhorar o que foi feito A partir das cidades olmecas, em nenhuma civilização pré – hispânica se destroem os edifícios velhos para construir outros novos. Sempre se construiu sobre o construído.
Raul F. Guerrero: História geral da arte mexicana, p.30, Editorial Hermes, 1968

 

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