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De Tulán, La Lejana

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De Tulán, La Lejana

IX. Os que ali ficámos…

 

 

Até este momento os homens nativos deste planeta, perceberam ao contrário, ou não muito bem, algumas das coisas que ensinámos. E confundiram-nos com seres (irreais) que nas suas línguas chamam deuses. E com toda a certeza, combinaram entre eles adorar-nos. E nós recusamos esta confusão. E eles converteram em ritos de carácter irreal, religiosos como dizem as suas línguas, as nossas tentativas de (comunicar-nos com) o nosso mundo, com o nosso (planeta) de Tulán. Habitualmente assistíamos à hora mais propícia onde (instalamos) a grande equipa (de transmissão) que pudemos salvar do desastre. E nenhum de nós, dos que ali ficámos, tínhamos noticia ou conhecimento da arte difícil e trabalhosa da (manipulação) da grande equipa.

Um cabal (técnico) nosso, só um, tinha podido restitui-lo e fazê-lo funcionar, porque (o seu cérebro) tinha a potência exacta e as suas palavras eram pronunciadas com a entoação perfeita, que conseguia o equilíbrio que fazia funcionar até a (trama) mais sensível que o nosso desconhecimento, como disse antes, foi pouco a pouco destruindo com a terrível ajuda do tempo de um (clima) inclemente e superior (a nível de temperatura). E finalmente não tivemos nada daquilo que tinha de ser, nem ninguém que soubesse para dar instruções sobre o tema e assim conseguir outras (comunicações).

O único (técnico) que entre nós sobreviveu ao desastre, também se desfez passado o tempo, conseguindo comunicar numa oportunidade. E então apressámo-los com o socorro necessário da segunda (expedição). E cruzaram-se e misturaram-se as (ondas e as) palavras como se se falassem línguas de compreensão impossível; e só sabíamos que sairiam ou tinham saído. E que (na nave) viriam Phrom-Ekteo, Xzhat-Zlhomótn, Atharz-Xhiash e outros, (que eram) mais de 200 e mais de 300…

Para isso nos reuníamos todos, e já não éramos nem 20 nem 10, perante a grande equipa. E concentrávamo-nos e pronunciávamos (as palavras) com a mesma modulação (uníssonos) e depois esperávamos a desejada resposta que não voltava, que não se repetiu nunca mais.

 

 
Chamamos a atenção de forma especial sobre esta figura. É inegável que esta personagem, seja ele quem for, foi visto ao pormenor pelo artista que reproduziu a sua imagem. Não é presumível que este escultor anónimo pré-colombiano inventara semelhante criação.

 

 
Atharz-Xhiash “No grande arquivo hitita descoberto em Boghaz-Kevi no norte da Turquia central há várias referências no período de 1365 a 1200 a.d.n.c., a um reino chamado Aquíyava na língua hitita, em que um dos governantes se chamava Atarshiyash”. Finley: O mundo de Odisseia, p.20. Cadernos de Arte e Sociedade, Instituto Cubano do Livro, 1970

 

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