Os nativos começaram-nos a
imitar. Reproduziram a nossa equipa em pedras. E juntaram-lhe (desenhos)
da sua fantasia que era muita, e erguiam-se perante ele repetindo as
nossas palavras exactamente iguais e quase da mesma maneira. E diziam que
deviam (orar) aos (deuses) como nós o fazíamos. E isso não era o que na
verdade praticávamos, mas não conseguimos que eles o entendessem. Isto só
o fazia os que decidiram aprender connosco; que se faziam chamar por
sacerdotes, e o seu número era o mesmo que formava o nosso grupo. E só
eles o faziam, sempre os mesmos, ensinando-lhes em seguida estes
conhecimentos a outros que logo os substituíam.
Assim vimos nascer, e logo
morrer como velhos, a muitas gerações de pessoas.
Infinitas vezes repetiram a
nossa grande equipa nas pedras. E fragmentos separados, transformando-os
(cada vez mais) até fazê-los irreconhecíveis.
Chamamos a atenção de maneira
especial sobre esta figura. É inegável que este personagem – seja ele quem
for – tenha sido visto intensamente pelo artista que reproduziu a sua
imagem. Não é presumível que este escultor anónimo pré-colombiano
inventara semelhante aditamento.
Então ensinamos-lhes a maneira
de mover pedras muito grandes concentrando a forca (do cérebro) de 4
homens e tocando-os ao mesmo tempo por pontos previamente marcados
orientados a norte, sul, este e oeste. E então (as pedras) pareciam não
pesar nada. E repetiam de muitas maneiras e muitas vezes que éramos
deuses, que éramos irreais porque a nossa sabedoria vinha do ciclo.
E com a ajuda daqueles homens
nativos construímos outras casas (e cidades) em lugares diferentes.
Algumas para observar o espaço… esperando sempre, sempre. E tudo isto era
muito difícil pela grande quantidade de vegetação que havia e montes de
árvores muito apertados de madeiras muito boas, como já há poucas no nosso
mundo de Tulán. E comíamos tão pouco e trabalhávamos tanto que eles
ficavam espantados de ver.