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De Tulán, La Lejana

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De Tulán, La Lejana

X. Da maneira de mover pedras muito grandes

 

 

Os nativos começaram-nos a imitar. Reproduziram a nossa equipa em pedras. E juntaram-lhe (desenhos) da sua fantasia que era muita, e erguiam-se perante ele repetindo as nossas palavras exactamente iguais e quase da mesma maneira. E diziam que deviam (orar) aos (deuses) como nós o fazíamos. E isso não era o que na verdade praticávamos, mas não conseguimos que eles o entendessem. Isto só o fazia os que decidiram aprender connosco; que se faziam chamar por sacerdotes, e o seu número era o mesmo que formava o nosso grupo. E só eles o faziam, sempre os mesmos, ensinando-lhes em seguida estes conhecimentos a outros que logo os substituíam.

Assim vimos nascer, e logo morrer como velhos, a muitas gerações de pessoas.

Infinitas vezes repetiram a nossa grande equipa nas pedras. E fragmentos separados, transformando-os (cada vez mais) até fazê-los irreconhecíveis.

Chamamos a atenção de maneira especial sobre esta figura. É inegável que este personagem – seja ele quem for – tenha sido visto intensamente pelo artista que reproduziu a sua imagem. Não é presumível que este escultor anónimo pré-colombiano inventara semelhante aditamento.

Então ensinamos-lhes a maneira de mover pedras muito grandes concentrando a forca (do cérebro) de 4 homens e tocando-os ao mesmo tempo por pontos previamente marcados orientados a norte, sul, este e oeste. E então (as pedras) pareciam não pesar nada. E repetiam de muitas maneiras e muitas vezes que éramos deuses, que éramos irreais porque a nossa sabedoria vinha do ciclo.

E com a ajuda daqueles homens nativos construímos outras casas (e cidades) em lugares diferentes. Algumas para observar o espaço… esperando sempre, sempre. E tudo isto era muito difícil pela grande quantidade de vegetação que havia e montes de árvores muito apertados de madeiras muito boas, como já há poucas no nosso mundo de Tulán. E comíamos tão pouco e trabalhávamos tanto que eles ficavam espantados de ver.

 

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