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De Tulán, La Lejana

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De Tulán, La Lejana

XII. E assim aprenderam a lutar

 

 

Mas os homens nativos (deste mundo) não aprenderam a viver sem lutas e guerras. Porque os que aprenderam a cultivar a terra, a medir o tempo, a edificar cidades e a decorá-las com grande beleza, eram atacados e ás vezes submetidos por tribos guerreiras sem que os pudéssemos salvar, e muitos encontrávamos em todas as partes passados (com setas) que ainda tinham também boas armas, não bastava resistir para que isso não se fizesse. Porque as tribos que falei antes eram muito bons em lançar setas e a apedrejar. E faziam-no com muita forca e com muita firmeza, e assim matavam a uma infinidade de gente. E considerando tudo isto pusemo-nos de acordo em ensinar-lhes a melhor maneira de defender-se, e demos-lhes este conhecimento da arte da defesa que lhes valeu de muito. E assim aprenderam a lutar bem, para além de serem bons artífices, bons cultivadores e bons construtores industriais e muito bons homens.

E, no fim, por todas estas terras, os que tinham guerras com outros depois tornavam-se irmãos para nos vir saudar e adorar, como dizem nas suas línguas, e aprender connosco, e traziam-nos de tudo o que tinham. E desta maneira fomos deixando esta terra em paz.

E dissemos-lhes que todos os homens(no universo), e sinalizávamos a terra e o espaço, eram irmãos; e que de tudo o mais importante para o homem era trabalhar na industria e na arte que conheciam, e ensiná-la a outros, e aprender mais de tudo o que ainda não se sabe, para fazer melhor as coisas. Que havia outros homens para lá do mar, e que chegaria o dia em que se iriam ver e conviver como irmãos. E que como nós, havia também outros homens e criaturas para além do espaço, que um dia também chegarão a este mundo, como nós chegámos.

 

 
irmãos É evidente que este personagem enigmático, Chac-Le ou Quetzalcoalt ou qualquer um dos seus nomes, ou como quer que se chame, não conheceu a época da conquista espanhola. E de todo o seu relato sai uma inquebrável fé na transformação do homem e no poder de convicção e sabedoria daqueles “seus irmãos”, como lhes chama, que se afastaram por rumos diferentes para explorar o nosso planeta e ajudar aos homens nativos da mesma forma que o seu grupo o fez no nosso continente. (N. do T.)

 

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