1: Um testemunho, sem dúvida alguma, Maia…

De Tulan A DistanteNão sem preocupar-me exponho-lhes este estranho relato, tirado textualmente de um texto Maia desconhecido até hoje.

De quanto escreveram os pintores – escribas (pessoas que tomavam o testemunho de tudo o que faziam os maias) daquela exótica, complexa e ainda bastante desconhecida civilização pré-colombiana, só chegaram até nós 3 dos seus livros pintados, escritos em hieróglifos de estranhas e bonitas simbologias: o manuscrito de Dresden, o de Paris e o de Madrid, existentes nestas capitais europeias sem que ainda se conheça por quem, nem como ou quando foram levados até elas. Também da mesma maneira desconhecida chegou até ás nossas mãos um quarto livro original: O Testamento do Velho Chac-Le.

Este feito insólito produziu-se precisamente no dia do regresso da nossa última expedição arqueológica ao território maia: sobre a nossa mesa de trabalho e junto aos cadernos de notas, fotografias e pequenos bocados de pecas e fragmentos encontramos com assombro um testemunho, sem dúvida alguma maia, e a sua tradução era, sem dúvida alguma, antiga. No entanto, enquanto líamos com vários companheiros aquele texto incrível, todos ao mesmo tempo tivemos dúvidas da sua autenticidade. Mas já passaram vários anos de provas e comprovações e para nós já não existe qualquer tipo de dúvida, o testemunho é autêntico e a sua tradução foi feita a finais do século XVI ou princípios do século XVII.

Tentámos conhecer o tradutor comparando o estilo e a caligrafia com o de todos os cronistas da época, mas foi em vão. Coincidiu em dois ou três nomes que preferimos não mencionar para evitar futuras confusões. Já por si só o documento é bastante polémico. E para uma melhor compreensão traduzimo-lo com uma certa actualização, no que se refere à gramática e escrita, respeitando parágrafos que, com outra construção, perderiam o encanto, a beleza ingénua e a forca expressiva e espiritual do seu autor.

E agora que nos referimos ao autor queremos, sobre este personagem incógnito que se chama a si mesmo o Velho Chac-Le, explicar que definitivamente não é outro senão o debatido e misterioso Quetzalcóatl ou Serpente com Penas dos toltecas, aztecas, maias, quichés e outros povos e civilizações pré – hispânicas.

De ser certa ou não a versão deste documento (eu acredito totalmente nele), ficam esclarecidas as interrogações até hoje não respondidas pelos arqueólogos, historiadores e científicos que se juntaram a tão apaixonante fenómeno mas, ao mesmo tempo, dá lugar a novas e extraordinárias incógnitas cujas respostas se vão aproximando de nós lenta mas cientificamente à velocidade dos complexos cósmicos que começaram a escarafunchar o nosso inexplorado bosque galáctico. E, todo o homem civilizado deverá aproximar-se deste novo mistério com a amplitude de espírito que o seu século cósmico lhe exige.

Aclarados alguns aspectos que são essências para nós e expressadas as nossas preocupações, sem mais preâmbulos, deixamo-los com este relato que os fará meditar, racionar e talvez extrair diferentes e interessantes conclusões.

De Tulán, A Distante

 

 

Esta figura, que aparece no Testemunho de Chac-Le, tem uma semelhança incrível com uma das que se encontra no Testemunho de Dresden, e que, segundo Raul F. Guerrero, é o mais bonito dos 3 Testemunhos maia conhecidos até hoje.

O seu conteúdo tem um carácter inequivocamente astronómico. Observando detalhadamente esta figura, não nos podemos deixar de perguntar qual o significado dos enfeites na cabeça e no pescoço, e em que medida são realmente enfeites.

Scroll to top