8: Acabados de chegar aos seus povos assombramo-nos muito…

De Tulan A DistanteE levaram-nos contentes, porque as línguas eram iguais a onde estavam os seus povos. E acabados de chegar aos seus povos assombramo-nos muito: aí estavam os nossos exploradores (mecânicos) mas (de pedras) com poucas diferenças. E vimos muitos daqueles que reconheceriam a água; daqueles que reconheceriam a terra; daqueles que reconheceriam o ar.

E então um grupo de nativos veio a Tulán connosco, mas sempre com lutas e guerras entre eles, porque todos queriam estar perto de nós e não queriam separar-se sem aprender. E dissemos-lhes coisas sobre coisas que não nos podiam perguntar.

“Haverá obras que não vão ser compreendidas por muito tempo; porque trairão respostas a perguntas não formuladas. E porque da mesma maneira acontece com perguntas, mas mais com respostas que chegam depois (terrivelmente) mais tarde que as perguntas…” Assim lhes falava, assim nos falava Kuk-Ulcán: “Que o (universo) mostra-nos cada dia (milhões de) respostas a coisas que não perguntámos, e nem sabemos perguntar, porque não conhecemos a (língua) total, a língua única (do universo) nem como formulá-las, nem porquê. E disse-lhes e a nós também “Que o universo é um ser muito vivo, latente, e um único corpo, e que se alegra com a sua harmonia, e que sofre quando em alguma das suas partes não há essa harmonia, e se um pássaro não voa porque o feriram, e se se arranca de uma árvore um fruto ainda verde; porque o universo(1) é o diverso e o único…

Assim nos disse, nos falou: Oh, meus filhos! Oh, nossos filhos! E devem compreendê-lo hoje e para sempre.

 

 

(1) Universo
“Para mim a palavra Universo explica o Universo: Verso Uni, o vário em um”. José Martí, Op. Cit. p.255.