O Chamado de Pacal Votan

Introdução

T(E) = Arte

O Chamado de Pacal Votan

astronauta de palenque

 

Em 1953, quando era uma criança de 14 anos, descobri o sistema de símbolos matemáticos Maya. Único entre todos os outros sistemas matemáticos do planeta que são decimais ou com base no 10, o sistema Maya é vigesimal, baseado em 20. O sistema Maya usa uma forma de símbolos incrivelmente simples: um ponto para unidades, uma barra para cinco unidades e um “zero” para indicar avanços posicionais pela potencia de 20, por ex., 20, 400, 8.000 160.000, etc. O Maya clássico (435-830 AD)[1] da América Central usou este sistema matemático com grande vantagem para correlacionar o tempo astronómico e desenvolver um sistema inigualável de calendários.(um sistema  de calendários sem paralelos).

Ao longo da minha vida, à medida que aprofundava o meu estudo da matemática Maya, fiquei impressionado com o facto de quase nenhum pesquisador (todos educados no Ocidente, claro) ter considerado que a matemática Maya teria algum significado como uma espécie de ferramenta para medir ou avaliar criticamente os nossos próprios padrões de tempo, história, matemática e calendário. Em vez disso, depois de uma primeira curiosidade, os escritores educados no ocidente simplesmente aceitaram meramente a matemática Maya como uma única e desconcertante singularidade, desprovida de mérito ou sem valor algum para o mundo moderno.

Incapaz de  aceitar a rejeição arqueológica da matemática Maya, por volta dos anos 70 comecei  a construir  versões, da mais exclusiva, pedra angular do sistema matemático Maya: o Tzolkin ou calendário sagrado de 260 dias, uma sequência permutativa de 13 números (1-13) e 20 ícones. Em 1983, descobri que havia uma conexão matemática entre o Tzolkin de 260 unidades e o código de 64 unidades do I Ching/ADN, publicado no meu livro: “Earth Ascending: An Illustrated Treatise on the Law Governing Whole Systems” (Ascensão da Terra: Um Tratado Ilustrado sobre a Lei que Rege Todos os Sistemas) (1984). Nessa altura, minha conclusão foi que o sistema de permutação 13×20 do Tzolkin 0 permutações do Tzolkin era na verdade a expressão matemática de uma matriz galáctica auto-existente através da qual, mesmo o ADN, a “matéria prima” da vida, é coordenada e repete-se ciclicamente em formas planetárias abrangentes.

O culminar dos meus primeiros 33 anos de pesquisa e reflexão sobre a matemática do Calendário Maya foram publicados no “Mayan Factor: Path Beyond Technology”, (Factor Maya: Caminho Além da Tecnologia) (1987). Aqui finalizei a minha hipótese de que os Mayas “clássicos”  praticando uma “ciência de tempo” muito mais avançada do que aquilo que conhecemos a esse respeito, deixaram, deliberadamente, duas pistas para a humanidade moderna: “a contagem longa” dos 13 baktuns ou o grande ciclo da história (BC3113-AD2012)[2] e o Calendário Sagrado de 260 unidades. Como demonstro no “The Mayan Factor (Factor Maya) a “contagem longa” é um fractal do Tzollkin.

Em 1988 ficou claro, para mim,  que não tinha escolha, a não ser, dedicar toda a minha vida ao desvendar totalmente o código matemático maya do tempo, com o fim de poder impactar a civilização moderna na sua totalidade. Assistido pela minha sócia e esposa, Lloydine, com sorte, fomos dar ao Museu do Tempo em Genebra, na Suíça, em dezembro de 1989. Finalmente entendemos: a humanidade evoluiu historicamente, sem o conhecimento de si mesma, sob o crescente stress de uma falsa frequência de tempo artificial, a 12:60 (calendário de 12 meses, hora de 60 minutos). Como resultado, a humanidade desviou-se da natureza e, sem corrigir a sua frequência de sincronismo, mais tarde ou mais cedo, acabará num desastre. A frequência galáctica do tempo natural, foi codificada pelos Mayas no Tzolkin e é conhecida como a 13:20 (13 tons galácticos, 20 frequências solares).

Após a descoberta das frequências de sincronismo veio a redescoberta do calendário das 13 Luas/28 Dias para substituir o erróneo calendário Gregoriano e os códigos da Quarta Dimensão[3], “Dreamspell, the Journey of Timeship Earth 2013”, (O Encantamento do Sonho, a Viagem da Nave do Tempo Terra 2013) (1990-91), até então desconhecido para a humanidade histórica, apanhada na sua crescente distorção do tempo 12:60 cada vez mais entrópica. “The Call of Pacal Votan” (O Chamado de Pacal Votan), este livro foi escrito no final de 1992 (originalmente com o título “A Treatise on Time” (Um Tratado sobre o Tempo) como um meio de tornar a matemática da Quarta Dimensão do tempo sistemática e clara, incluindo todas as implicações para o curso evolutivo e imediato da humanidade.

O século XX começou com a equação E = MC². A teoria da Relatividade vincula o espaço com a velocidade da luz e, na realidade, nada diz acerca do tempo. Suas aplicações produziram 50 anos de guerra fria e terrorismo nuclear. Finalmente a prenda Maya, “ciência do tempo” foi desvendada – e bem na hora. Antes que o Sec. XX se torne o último século da evolução humana, oferecemos a equação correcta: T(E) = Arte, (E)nergia multiplicada pelo Tempo (T) = Arte), onde (E) é a energia de qualquer sistema; (T) a frequência unificadora 13:20 e “Arte” o resultado da produto de energia por tempo. É por isso que a “natureza” é constantemente maravilhosa e artística. Esta equação também aponta para direção criativa que a humanidade pode ter, ao rejeitar a sua falsa frequência de tempo e voltar ao tempo natural.

O processo de descoberta de algo tão fundamental, como as Leis que regem a Quarta Dimensão do Tempo, é um exigente e completo sacrifício de valores condicionados e pessoais, a fim de chegar à verdade. No seu poder da transcendência, a verdade é um chamado. O leitor notará que este Tratado “cumpre o Chamado de Pacal Votan”. Esta personalidade tão singular entre todos os Mayas “clássicos” (603-683 AD) deixou um centro sagrado, Palenque, um túmulo incomparavelmente espetacular e uma profecia, Telektonon – Earth Spirit Speaking Tube (Tubo Falante do espirito da Terra) (1994-95).

Agora reconheço que a minha missão de vida tem sido a busca da matemática do tempo e continua sendo responder ao “Chamado de Pacal Votan”. Conhecido como ” testemunha especial do tempo”, a personagem e presença de Pacal Votan, Agente Galáctico 13 66 56, guiaram-me sempre. Durante o seu ciclo de poder de 52 anos, 631-683 DC e as pistas que ele deixou, Pacal Votan demonstrou sua mestria da ciência do Tempo Maya. Os Mayas tiveram, realmente, a missão de nos deixar o conhecimento do tempo: a frequência 13:20, precisamente, com a finalidade de nos oferecer a oportunidade de corrigir o nosso curso no tempo – antes que seja tarde demais.

Como  ser humano responsável por trazer à luz o conhecimento do tempo na sua verdadeira dimensão – 4ª Dimensão, reconheço a magnitude da minha tarefa. Peço ao leitor, tal como ao mim mesmo, que assuma com humildade todos os imperativos que esta verdade ordena. No espírito de uma fonte divina, sem nome, omni-evolutiva, inclino-me em sinal de gratidão por ter servido de instrumento, como o navio desta verdade.

José Argüelles, Ph.D.[4]

Lua Harmónica 11

Kin 216 Guerreiro Galáctico Amarelo

Terceiro Ano da Profecia

A Victoria Pacifica

(Gregoriano: 25 Novembro 1995)


[1]
O autor aplica as iniciais de “Arcturus Dominion” (Dominio Arcturo)  contrastando-os com o “Anno Domini” [depois de Cristo] do calendário Gregoriano. (Nota do Autor)
[2]
O autor faz um jogo de palavras com a nota de BC-AD (sigla em inglês “antes de Cristo — Anno Domini” = antes (e depois de Cristo) do calendário Gregoriano, que se aplica à “Conspiração Babilônica (BC)” e “Domínio de Arcturo (AD)” respectivamente. (Nota do Autor)
[3]
O correcto é tetra dimensional, esta forma será usada para manter a unidade com outras traduções de textos do autor. (Nota do Autor)
[4]
Doutorado em Filosofia (Nota do Autor)
Scroll to top