Pensando o impensável

Visão Geral

Pensando o impensável

pacal votanDe todos os pressupostos e critérios não examinados sobre os quais nos baseamos e avaliamos as nossas vidas diárias como seres humanos no planeta Terra, de longe, o maior e mais profundamente inquestionável instrumento é a instituição conhecida como o calendário Gregoriano.

Um calendário – qualquer calendário – é geralmente entendido como um sistema para a divisão de tempo ao longo de períodos prolongados. Um dia é a unidade de base de um calendário, e o ano solar é a base do período prolongado.

O comprimento do ano solar actualmente é contado em dias 365.242199. O calendário Gregoriano divide essa duração em doze meses desiguais – quatro meses de 30 dias, sete de 31 dias e um de 28 dias. No calendário Gregoriano o quarto dia acumulado, é tratado através da inserção do dia 29  de fevereiro a cada quatro anos. Este não é necessariamente o mais lógico, nem o único caminho de lidar com o quarto dia acumulado.

30 dias tem setembro, abril, junho e novembro; todo o resto tem 31; excepto Fevereiro que tem 28. Assim vai a rima popular, ressaltando a natureza ilógica do calendário Gregoriano. Por outro lado, uma maneira muito mais fácil e mais lógica de dividir o ano solar seria por treze meses de 28 dias com um dia extra livre

O ponto é este: não existe lógica ou relação científica entre o comprimento exacto do ano e o uso do calendário Gregoriano para medir e dividir esta duração.

No entanto, o calendário Gregoriano é considerado o instrumento mais perfeito para a divisão do tempo e é usado em todo o mundo como o padrão oficial. Embora o calendário baseado na lunação do Islão, dos Hindus, dos Judeus e dos Chineses ainda seja usado para fins religiosos ou rituais, diariamente para assuntos económicos e políticos, o calendário Gregoriano é que prevalece em todo o planeta. Como e por que é que isso aconteceu? O que é o calendário Gregoriano e de onde veio? Por que vamos continuar a usá-lo? Na verdade, qual é a relação entre calendários e o comportamento humano.

Ao procurarmos a rúbrica “Calendário”, na edição de 1985 da Micropedia, Enciclopédia Britânica, vemos que um total de 80% da entrada é dedicada ao calendário Gregoriano. Isto exemplifica a inquestionável autoridade concedida para o calendário Gregoriano. Qual é a base desta autoridade?

O calendário Gregoriano é um dogma porque ninguém questiona isso, nem quer questioná-lo. O calendário Gregoriano é a base da frequência de sincronismo do 12:60.

Toda a autoridade concedida a este calendário é na verdade uma lealdade Cristã medieval a uma antiga divisão do Tempo. A autoridade deste dispositivo é mantida pelo Vaticano, geograficamente o menor estado político do planeta, mas que, no entanto,  recebeu a proteção política total da parte dos  principais poderes ocidentais: (G-7: EUA, Canadá, Reino Unido, França, Alemanha, Itália e Japão).

Os 12 meses do calendário Gregoriano irregularmente numerados e irracionalmente denominados, surgiram em consequência de uma Bula Papal emitida pelo Papa Gregório em 1572 e implementada em outubro 5-15 de 1582. O contexto histórico em que este calendário se tornou o padrão fixo é de grande importância. O poder europeu, instigado pela ganância material aquisitiva e a necessidade da Igreja para reunir todas as almas sob sua cruz, alargou-se, literalmente pelo globo. Desde então, ninguém poderia receber as bênçãos do Cristianismo sem receber o calendário Gregoriano.

Na própria Europa, o calendário Gregoriano teve êxito no exacto momento em que o final da mecanização do tempo foi alcançada. Por volta do ano 1600 DC os 12 meses/ano e a hora de 60 minutos tornaram-se o padrão estabelecido do tempo.

Assim, a codificação final da frequência tempo tridimensional, o 12:60, foi acompanhando e dando forma às próprias origens da moderna ciência materialista. Escusado será dizer, que a autoridade e o impacto da frequência do tempo nunca foi questionado, muito menos entendido. Embora homens como Kepler e Galileu tivessem sido perseguidos pela Igreja, eles não questionaram a autoridade do calendário. E assim tem sido com praticamente todos os homens e mulheres da ciência – eles aceitam sem questionar este calendário segundo o qual vivem.

É um descrédito fundamental de toda a ciência moderna e da sociedade regida pelos seus princípios que se continue aceitando inquestionavelmente a viver sob o que é essencialmente um jugo medieval do tempo. O calendário Gregoriano é um feitiço hipnótico que detém, todas as questões da história não resolvidas, escondidas na sua ilógica sequência de dias, semanas, meses e anos. Seguir este calendário só pode levar ao lugar onde nos encontramos hoje: uma de apocalipse, onde desastres, ignorância e erro se perpetuam numa insensatez demolidora.

As catástrofes escuras e apocalípticas da história apenas podem se repetir sob este jugo medieval do tempo. Assim como Sarajevo foi o ponto de inflamação para a Primeira Guerra Mundial em 1914, e um campo de batalha não resolvido em 1995. E numa escala muito mais vasta, vemos como, sob este jugo medieval, a Babilónia do começo da história  é hoje o palco para o fim de história no actual Iraque.

Claramente, a história não é democrática, e mesmo a democracia é uma farsa para nos manter na ilusão do poder e segurança. A história é o roteiro daqueles que estão no poder, e quem quer que seja que detém o poder escreve a história. Ninguém jamais foi questionado sobre o calendário Gregoriano, e assim,  todos nós o seguimos como se fosse a única maneira de lidar com o tempo.

Nunca ninguém considerou os efeitos da frequência do tempo ou padrão em que vivemos, nem foi dada a oportunidade de pensar “e se”. Sim, e se nós vivêssemos sob um padrão de tempo diferente? Pergunte ao aborígene australiano, ao habitante da floresta amazônica, aos nativos americanos na reserva  o que aconteceu com o seu tempo e, logo verá que é do interesse do Ocidente (G-7 – Países do Ocidente) e do Vaticano para mantê-lo confundido.

O calendário Gregoriano baseia-se no modelo original Babilónico que substituiu uma medição de espaço por uma medição do tempo. Tempo não é espaço. O tempo é a mente. Um círculo numa superfície plana dividida em doze partes de 30º foi usado como o modelo para o calendário anual. Um círculo numa superfície plana tem 360 graus (30 x 12). Uma órbita anual da Terra em torno do Sol é 365¼ dias. A medida do tempo de acordo com o padrão do círculo sobre uma superfície plana é irregular, arbitrário e irracional. Como é a medida do tempo, assim é a medida da nossa mente.

Em 1582 DC, quando Papa Gregório XIII cortou dez dias do calendário Juliano e ordenou a versão final do calendário Babilónico, o relógio mecânico alcançou a sua perfeição final. Usando o mesmo círculo de superfície plana de 12, o relógio duplicou as 12 por  24 horas e os graus de 30 para 60 minutos por hora.

Impostos, guerra e governo já eram instituições secundárias da mente humana devido ao uso do calendário de 12 meses em todo o Velho Mundo durante 5.000 anos. Mas combinados com o relógio mecânico que duplicou a medida, a frequência de tempo artificial 12:60 ficou instituída no lugar como a condição mental irregular e mecânica e mentalmente aceleradora da raça humana, separando-a do resto da natureza. Agora adicionado aos impostos, guerra e governos era a máquina.

Sem o relógio mecânico não haveria máquinas e toda a tecnologia industrial seria impossível. Ajustando o nosso ritmo biológico à acelerada frequência artificial 12:60 da máquina do tempo, nós, seres humanos começámos a aceleração da nossa própria actividade biológica, com a consequente bomba do tempo da superpopulação que hoje nos aflige.

O tique-taque do relógio é o coração artificial (“velho relógio”) de Mammon[1]. Mammon é o espirito diabólico da máquina que está vivendo em nós, que usa a nossa reprodução biológica acelerada para criar um mundo totalmente mecanizado. O triunfo de Mammon é o triunfo do materialismo. A primeira fase de Mammon foi a criação do sistema de governo babilónico de 12 meses, sistema de impostos e salários de trabalho.  A segunda fase de Mammon foi a máquina baseada no relógio.

Actualmente não há máquina sem dinheiro, nem dinheiro sem uma máquina, e nenhuma nação sem dinheiro. O Nacionalismo perverteu-se ao dogma 12:60 da guerra e do dinheiro. Mas na Biosfera todas as fronteiras são ilusórias.

 

Tempo e Biosfera: Para Além do Nacionalismo

O calendário Gregoriano de 12 meses não tem nada a ver com ritmo biológico anual da espécie humana em harmonia com a Biosfera.

Um relógio não mede tempo. Um relógio mede incrementos de espaço que, projectados como incrementos de tempo, são valorizados em unidades monetárias. Dinheiro não cresce em árvores. Dinheiro, é uma função do tempo falsa.

Ninguém é dono da Biosfera. Ninguém é dono do tempo. Tempo verdadeiro não produz dinheiro. O Tempo é a Biosfera.

Treze Luas, 28 dias é medida da Biosfera para o ritmo biológico humano anual. Vinte e oito dias, 13 vezes por ano, é o ciclo de menstruação da mulher. Tudo nasce da mulher. Matar uma mulher, fazer mal a uma criança, é destruir o futuro. Isto é o caminho da frequência 12:60, o caminho da guerra.

Através da adopção do calendário das 13 Luas, 28 dias e, rejeitando o calendário Gregoriano, os seres humanos darão o primeiro passo para além da autodestruição coletiva produzida pelo nacionalismo e da autodestruição biosférica produzida por Mamom (dinheiro-máquina).

Mais dogmas para questionar: Praticamente todos os governos, o Vaticano e instituições bancárias em todo o mundo funcionam através do calendário Gregoriano de 12 meses. Este calendário nega e esconde o verdadeiro ciclo biológico humano anual, conservado no corpo da mulher. Porque é que, normalmente, todos os líderes governamentais são homens? Porque é que os homens fazem a guerra? Porque é que são os homens a dirigir todos os bancos? Porque é que só os homens são autorizados a ser padres na Igreja Católica?

Somente rejeitando mundialmente o calendário Gregoriano de 12 meses e adoptando, imediatamente, como o novo padrão mundial o calendário das 13 Luas/28 dias, a espécie humana terá alguma esperança de resolver o impasse suicida  do nacionalismo e da política monetária, destruidora da Biosfera, que hoje governa as nações. Apenas adoptando o calendário das 13 Luas, se resolverão os intermináveis conflitos, como o israelo-palestiniano e da Bósnia/Sérvia.

Somente nos unificando bio regionalmente, ao abrigo do novo calendário, que suporta todos os pontos de vista espirituais e, igualmente, de valores, mas que não afirma o nacionalismo, vamos encontrar um novo convénio para nos levar além da guerra numa paz, que não é mais, do que apenas a ausência de guerra.

Enquanto a Organização das Nações Unidas afirma e sustenta o nacionalismo, está-se biosfericamente  obsoleto. À medida que as Nações Unidas afirmam a paz mundial, a maior operação de paz das Nações Unidas será supervisionar o desmantelamento dos Estados-nação que agora apoia, em detrimento da Biosfera, transformando-se, assim, na União Biosférica Autónoma do Povo de uma Terra Soberana.

As Nações Unidas podem fazer isto, promovendo, adoptando e implementando o Calendário das 13 Luas, o Plano de Paz para a Mudança do Calendário das 13 Luas e o Plano quinquenal Paz Cultura Paz Biosférica, efetivos a partir de Mago Eléctrico Branco (26 de julho de 1995).

Sem a mudança para o Calendário das 13 Luas no topo da lista de prioridades da agenda da paz, não haverá nenhuma paz duradoura. Se as Nações Unidas colocarem a mudança de Calendário das 13 Luas no topo da sua lista da Paz, provarão aos povos do planeta que são mais do que um subcontratante do departamento de estado dos Estados Unidos da América.

Depois de 50 anos, e de mais de 150 guerras e de 20 milhões nelas mortos, a mudança para o Calendário das 13 Luas é o ultimato final da Biosfera às Nações Unidas para transcender os dogmas do nacionalismo e do calendário Gregoriano e ajudar a trazer a verdadeira paz ao planeta Terra.

 

Confiamos em Deus: No que diz respeito a religião falsa, tempo é dinheiro

O calendário Gregoriano de 12 meses é a medida anual do dogma “tempo é dinheiro”[2]. O relógio mecânico / hora de 60 minutos é a medida diária do dogma “tempo é dinheiro”‘. Batendo dentro e fora o relógio do tempo é a medida do valor de nosso tempo – em dinheiro. Esta é a essência da vida da frequência 12:60. 12:60 é o erro manifestado pelo tempo que todos nós vivemos, um erro que nos está custando a Biosfera.

Dinheiro é o poder atribuído ao Deus que é adorado e temido por todos. “In God we Trust” — “Confiamos em Deus”, inscrito no dólar americano é a evidência do dogma de que “tempo é dinheiro” e, dinheiro é o parceiro mais confiável de Deus.

O dólar americano é o padrão mundial do dogma 12:60 “tempo é dinheiro”. Os mercados de ações do mundo são os templos onde a religião “tempo é dinheiro” é divulgada diariamente, cinco dias por semana e seus rituais de adoração realizados. Na bolsa de valores, todos os valores humanos, traduzidos em ações das indústrias competidoras são negociados contra um índice de unidades monetárias arbitrariamente manipuladas, dominadas pela presença do dólar todo poderoso.

“Em Deus que confiamos, tempo é dinheiro” é a religião falsa que hoje, DC 1995, rege todas as actividades humanas no planeta, de acordo com a pseudo-ideologia da política monetária.

Ao abolir o calendário Gregoriano de 12 meses e substituindo-o pelo Calendário Biosférico exacto das 13 Luas, as bases do dogma “tempo é dinheiro” são destruídas. Destruindo o poder do dinheiro, o poder da máquina também será destruído.

Dinheiro é o sangue vital da máquina cujo coração é o relógio mecânico. A máquina é o corpo de Mammon, a forma de Mammon. Mammon alimenta-se de seres humanos. A carne e ossos de Mammon são construídos com os despojos da natureza. Como Mammon prolifera em formas cada vez mais engenhosas, a população humana aumenta incessantemente, e a biosfera vê-se reduzida na sua capacidade de sustentar os excessos desordenados e descontrolados do dogma 12:60 “tempo é dinheiro”.

Enquanto a frequência de sincronismo 12:60 mantém seu ímpeto inerte, a máquina só pode multiplicar e propagar, exigindo um aumento acelerado dos seres humanos a serem  devorados e de recursos naturais a serem desperdiçados.

Sim, pensar no calendário Gregoriano é pensar  sobre o impensável. Mas se não arranjar tempo para começar a pensar sobre isso agora, pode perder a única oportunidade que tem.

 


[1]
Na mitologia, entre os fenícios, deus da riqueza e das minas
[2]
Tradução literal do inglês “Tempo é dinheiro”, em português, conhecido como “o tempo é dinheiro”. (Nota do Autor)
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