Stopping Time 11 Peace

 

OK. O séptico em ti está ainda vivo e bem. Consegues ouvi-lo a perguntar: Então temos um desonesto calendário que programa a mente. Queres mesmo dizer-me que podes mudar o tempo substituindo-o por outro calendário? Queres mesmo dizer-me que os políticos vão dar cambalhotas, os banqueiros sair com pincéis de tinta e que as guerras vão terminar.

Felizmente, a resposta é, sim! Mais cedo do que tarde! Assim que o calendário mudar, é exactamente isso que ai acontecer. Porque tens que perceber: o presente calendário está programado para a desarmonia e guerra. Carrega no seu programa " o tempo de guerra". Muda o calendário e podes mudar o programa. Como é isso?

Lembras-te do que falámos, do calendário programar a sociedade que o usa. E também como o calendário tem consigo os programas que usa nos seus usuários. Pensa na pessoa que criou este calendário, o porquê, e há quanto tempo é usado. Vá lá. Precisamos de um lição de história.

Temos que nos aperceber que este registo fonográfico que está a tocar na mente colectiva, toca já à mais que 2000 anos. É muito espaço de memória e de recuperação, não é? Então, quem inventou este calendário de Abril, Junho, e Novembro? Acreditas que foi o Júlio César!

Sim, antes de ser conhecido como calendário Gregoriano, era chamado de calendário Juliano – depois do próprio Júlio. Acontece que os Romanos tinham um calendário de 10 meses com muitos defeitos, e o Júlio, querendo uma maneira de mudar permanentemente de Republica para Império, com ele como o primeiro Imperador, decidiu mudar o calendário. Então para fazer a mudança durante o ano 46-45 AC, Júlio tinha que ter um ano que tivesse 445 dias. Compreensivelmente, este ano foi chamado de "o ano da confusão". Júlio não viveu para além do "ides of march" (15 de Março) no ano 45 AC quando foi assassinado pelo que fez.

Mas o Império prevaleceu. Júlio foi seguido por Augustus Caesar que fez mais uma mudança no calendário. Ele reparou que Júlio tinha mudado o nome do mês "Quintilius" para Julius (Julho), então Augustus mudou também o nome do mês seguinte "Sextilius" para Augustus (Agosto). E não ficou-se por ai, Sextilius tinha só 30 dias, enquanto Julius tinha 31 dias. Augustus queria que o seu mês, fosse da mesma duração que o mês de Julius. O que ele fez? Tirou o 29º dia do mês de Fevereiro, já ele sendo o mais curto, e adicionou-o ao seu mês. É por isso que o mês de Julho e Agosto têm 31 dias e o mês de Fevereiro só 28.

E foi assim que o calendário começou. Motivos despóticos, pretensões Imperiais e uma grande confusão. Os Cristãos começaram a usar o calendário Juliano por volta de 321 DC, quando adicionaram os sete dias da semana. Os sete dias da semana foram emprestados pelo calendário lunar Hebraico. E quem emprestou os sete dias da semana aos Judeus foram os Babilónicos. Os sete dias da semana nunca correlacionam com nenhum dos meses excepto com o de Fevereiro quando o dia 1 calha a um domingo, aí vai haver quatro semanas perfeitas num mês.

A igreja cristã que operava fora do Vaticano era chamada de Igreja Romã. Usavam o calendário Juliano desde então. Como também a igreja ortodoxa do leste, Grega e Russa. E agora para além da história sangrenta do Império Romano, o calendário tomou como programa a história da igreja católica. Há pelo menos um santo para cada dia do calendário anual. A história das cruzadas é também programada neste calendário.

E depois algo aconteceu. Os cristãos navegaram oeste e "descobriram" o Novo Mundo. Num lugar chamado Yucatan, descobriram outras pessoas, os Maias. Os Maias também tinham um calendário, um instrumento "pagão" que era mais exacto que o calendário Juliano! Os Cristãos aprenderam pelo calendário Maia, que o calendário deles estava com menos 10 dias! O que fazer? Os Cristãos queimaram todos os livros dos Maias em 1562.

Mas deveras interessante foi que dez anos mais tarde em 1572, havia um novo papa. O seu nome era Gregório XIII e declarou que o seu primeiro acto como novo papa seria corrigir o calendário Juliano. Dez anos mais tarde, em 1582, o Papa Gregory XIII conseguiu realizar o seu objectivo. Se fosses para a cama na noite de 5 de Outubro de 1582, quando acordasses seria 16 de Outubro e não dia 6. O Papa Gregory XIII resolveu o seu problema dos dez dias, e o calendário passaria a chamar-se de calendário Gregoriano.

Pelo começo do século XX, este calendário tornou-se a norma no mundo inteiro. Não que todo o mundo votasse para isso, mas, foi por causa do imperialismo Europeu que dominava o mundo já há mais de 3 séculos, que o calendário foi aceite como norma mundial.

No inicio do Séc.XX (nota: "Século", cem anos, é também um conceito deste calendário) a grande guerra na história aconteceu – a 1ª Guerra Mundial. Muitas pessoas não sabem que as Cruzadas acabaram realmente com esta guerra, quando o Império Islâmico de Ottoman foi destruído. Claro que a guerra aconteceu sempre desde 1582 de uma maneira ou de outra, num ou noutro lugar. Mas a 1ª Guerra Mundial foi a primeira guerra realmente mecanizada.

Depois de mais ou menos 20 anos mais tarde houve a 2ª Guerra Mundial. Esta acabou em 1945 com a bomba atómica. Desde então tem havido guerras num lugar e noutro sem parar. Hoje, tudo o que sabemos, é guerra. Grande tempo. E no presente que guerra lutamos, contra quem? Alguém que ninguém gosta? Petróleo? E não é interessante que começou com o começo da civilização? O que é que aprendemos?

O último século é conhecido como o século da guerra total. Agora temos um novo milénio. Será este o milénio da guerra total? Milénio, como o século, é outro conceito que se insere neste calendário que nos programa. Milénio é mil anos. O que é que aprendemos nos últimos mil anos, além de matar melhor e fazer o meio ambiente cada vez mais feio? O que é que vamos fazer nos próximos mil anos? O que nos faz ter a certeza que duramos mais dez anos? Ao passo que as coisas vão, algo tem que mudar depressa.

Talvez não precises de pensar em ciclos de mil anos. Pensa só em ciclos de 28 dias, vai ajudar-te a perceber.

Sabias que o calendário Gregoriano repete o seu programa precisamente a cada 28 anos? Em qualquer "fatia" de 28 anos, vai haver sempre, um salto de 7 dias/anos. Isso significa que existe registos Gregorianos de maiores 28 anos acontecendo debaixo da superfície dos eventos. Um ponto significativo é um bom lugar para começar a olhar estes ciclos de 28 anos e perceber como nos estão a programar. O que é um ponto determinante e significativo? Que tal a bomba atómica em 1945? Não mudou tudo? Com certeza que sim. Ou então, o 11 de Setembro em 2001?

Vamos então contar em ciclos de 28 anos depois de 1945 e ver o que aconteceu. Os primeiros 28 anos, 1973 – aqui houve alguma coisa – 4 de Abril, 1973, as Torres Gémeas do World Trade Center em Nova York foram inauguradas. 28 anos depois? 2001. 11 de Setembro. Acabou-se as Torres Gémeas. Eventos gémeos como Hiroshima e Nagasaki, dois ciclos de 28 anos anteriores (1945). E 28 anos antes de 1945? 1917. América entra na 1ª Guerra Mundial. 1945, América acaba a 2ª Guerra Mundial. Será que estamos, depois do 11 de Setembro, entrando na 3ª Guerra Mundial? 28 anos antes de 1917, 1889. Deixa-me pensar... A Torre Eiffel, a estrutura mais alta naquele tempo, 3 ciclos de 28 anos antes das Torres Gémeas. Vês agora como o calendário repete os seus programas? Queres realmente mais 28 anos deste programa?

Acho que é fundamental uma mudança. Parar o tempo seja talvez uma grande oportunidade para mudar o calendário. Começar tudo de novo num tempo de paz. A escolha é tua.