Sincronicidade: Visão de José Argüelles

A Lua Ressonante 15, Kin 246 (24 de Janeiro de 2018) marca o 79º aniversário de José Argüelles/Valum Votan. A sua Visão original hoje é verdadeira e seu trabalho merece ser bem estudado. Eis aqui um extracto do “Tempo, Sincronicidade e Mudança de Calendário: A Vida e Obra Visionária de José Argüelles” em homenagem ao seu retorno solar.

José Argüelles/Valum Votan

Despertar para a ordem sincrónica

“A realidade virtual mostra que estamos sedentos de libertação num mundo paralelo, um reino imaginário que não é apenas uma rejeição dos nossos piores pesadelos, mas de nossas aspirações mais elevadas e mais sublimes”.José Argüelles.

“Chegará o tempo em que as aves cairão das árvores, os rios estarão envenenados e os lobos morrerão nas florestas. Mas logo aparecerão os guerreiros do arco-íris e salvarão  o mundo”.A Profecia dos Índios Cree.

Uma era está terminando, mas outra está apenas no começo, uma nova era na história da Terra: a Noosfera. Esta é a mensagem de José Argüelles. Estamos a deixar o mundo de pura matéria sensorial e entrar no mundo mental e telepático. Neste novo mundo da Noosfera, tempo não é o que um relógio mede, mas um factor de Sincronicidade e a sincronização de nossas mentes numa consciência em constante expansão.

C.G. Jung introduziu pela primeira vez a ideia de sincronicidade na mente moderna em 1952, com sua famosa exposição: “Sincronicidade: Um Princípio de Conexão Acausal (sem Causas)“. Isto foi no mesmo ano da descoberta do túmulo do grande Pacal em Chiapas, no México.

Campa da Tumba de Pacal Votan

Este túmulo —o enigma do homem cujo corpo foi lá enterrado— tornou-se um aspecto central para a vida de José, especialmente na sua investigação sobre a cultura e Calendário Maya.

Após anos de estudo e experimentação, José descobriu que sincronicidade é baseada numa ordem matemática subjacente semelhante à matemática subjacente do Calendário Maya, apesar desta informação ser universal e não estritamente “Maya”. Ele chamou-a de  “Ordem Sincrónica,” o princípio da ordenação cósmica de sincronicidade.

José descobriu que a ordem sincrónica é uma matriz de inteligência viva; é uma ordem quadrimensional da realidade baseada  na Lei do Tempo. Portanto, a Lei do Tempo é a Ciência da Sincronicidade. No livro “No Tempo e Tecnosfera” (2002), afirma que o futuro da evolução humana é tornar-se um meio de consciência cósmica, voltando para as estrelas, mas através do conhecimento superior das leis de tempo reais. Ele acredita que isto é o que os Mayas previram.

O caminho para esta descoberta não era vulgar; foi o caminho de um visionário. Na sociedade aborígene, a visão é considerada um dos maiores valores a cultivar. Na cultura ocidental, a visão é geralmente descartada como irrealista. Os visionários são aqueles que tiveram visões e são capazes de apresentá-las à sociedade, para que as pessoas se possam renovar. O visionário vê através da realidade comum e para além dela.

A primeira visão de José ocorreu em 1953 no topo da Pirâmide do Sol em Teotihuacán, no México. Esta visão moldou a sua vida e o seu destino. Mais tarde, ele percebeu que estava sendo preparado de longe para desvendar a profecia na totalidade e o conhecimento conforme a sua visão em Teotihuacán. Numa entrevista à Magical Blend Magazine (2002), José descreveu a sua missão, começando pela sua visão em Teotihuacán:

“… fora da cidade do México, no topo da Pirâmide do Sol, quando eu tive esta experiência como uma visão ou um conhecimento interior que era minha missão de vida aprender ou relembrar o conhecimento cósmico que tinha sido usado para construir Teotihuacán em primeiro lugar. E isso foi minha missão e viagem de vida – desde desse momento em 1953, quando eu tinha 14 anos, minha vida tornou-se cada vez mais dedicada à descodificação da matemática e das profecias Mayas”.

Pirâmide do Sol em Teotihuacán, no México

No topo da pirâmide prometeu encontrar o conhecimento dos mestres que construíram e projectaram Teotihuacán e trazê-lo de volta a este mundo moderno. Esta inteligência era muito diferente da inteligência que criou o Sears e Roebuck ou Wal-Mart na rua. José sabia que o conhecimento de quem construiu Teotihuacán era diferente da forma como as coisas são feitas agora. A partir dessa altura, seu caminho foi guiado pela visão despertada naquele momento.

Jung propôs a teoria da sincronicidade, como um meio de englobar eventos sem causas numa estrutura ordenada que formaria um quadro mais completo do mundo fenomenal. Existem vários tipos de sincronicidade.

Uma forma da sincronicidade é semelhante aos sonhos e visões premonitórios, que envolve o conhecimento prévio dos eventos e, de acordo com Jung, podem assumir a forma de um estado psicológico interior como um sonho. José experimentou, pela primeira vez,  este tipo de sincronicidade logo após a visão em Teotihuacán, quando ele teve um sonho em 2012 relatado na: Biografia de Um Viajante do Tempo.

“… Na viagem de volta para casa desde da cidade do México, Joe (José) teve um sonho em que ele voltava a Minnesota e ia para casa do seu amigo Walt McDonald. Walt viveu dois quarteirões acima da rua do Joe na Sétima Avenida. No seu sonho, Joe bateu à porta, e o pai de Walt abriu-a. Vestido de calções e com creme de barbear no rosto, ele disse ao Joe que Walt não estava em casa”.

Quando Joe voltou a Minnesota, e foi a casa do seu amigo Walt, bateu à porta. O pai de Walt abriu, vestido de calções e com creme de barbear no rosto. Ele disse ao Joe que Walt não estava em casa.

Este sonho precognitivo foi a ponta do iceberg do que estava para vir. Esta foi também a sua primeira experiência consciente a que ele chamaria de zuvuya, um termo Maya, que entendeu como o segmento interdimensional que conecta o futuro ao passado e passado ao futuro. O zuvuya, como mais tarde escreveria, é o grande circuito de memória ou linha directa que funciona de forma individual e colectiva.

Mais tarde, José descobriu que a entrada consciente para o zuvuya é através do número. Desde que tinha 14 anos, ele sentia-se fascinado com a matemática dos Mayas, que trabalha com o sistema vigesimal (20) ao invés do sistema decimal (10). Esta foi sua primeira pista quanto ao número, sendo a base subjacente da sincronicidade.

Jung, também, apresentou publicamente que estes números estão subjacentes à sincronicidade. José formou esta percepção com a descoberta da Lei do Tempo (1989). Ao viver vários ciclos simultaneamente durante um período de tempo, José fez uma descoberta que mudou a vida, ao visitar o Museu do Tempo em Genebra, Suíça, com sua esposa Lloydine.

 

A Lei do Tempo faz a distinção entre tempo artificial ou mecânico e o tempo natural.

José descobriu que a Lei do Tempo, tal como a lei da gravidade, não é uma lei humana, mas sim uma lei natural. Assim como a lei da gravidade não pode ser vista, também o não pode a Lei do Tempo, mas ambas são princípios invisíveis fundamentais para o universo.

Ele percebeu que o tempo é uma frequência e que os Mayas compreenderam ser a frequência de sincronização que rege toda a natureza. José viu que esta é uma verdade universal, com excepção da civilização humana moderna. Esta descoberta comprova a sua visão original no topo da Pirâmide do Sol em Teotihuacán.

A Lei do Tempo estabelece que a galáxia e tudo o que contém mantém-se  unido por uma frequência de tempo comum, a relação constante 13:20, que mantém tudo numa condição unificada pela sincronização.

Por outro lado, a civilização moderna rege-se por uma frequência de sincronismo mecanicista artificial, irregular ou 12:60 (calendário de 12 meses, relógio de 60 minutos).

José percebeu que esta frequência artificial era um verdadeiro paradigma ou sistema de crenças na qual a humanidade vivia. Este sistema de crenças diz que tempo é dinheiro, e nunca ninguém tem tempo suficiente e está sempre à procura de mais dinheiro e de tempo livre. Ele sintetiza a natureza deste sistema de crenças no “Plano Mestre da Cultura Galáctica” (1996):

“No paradigma mecânico Gregoriano há um sistema de crenças que faz pagar para nascer, depois vai-se para uma instituição de ensino, onde se é basicamente ensinado e preparado para se juntar à força económica, esperando que se licenciem, vão para a faculdade ou consigam um bom emprego, ter uma família, talvez obtenham uma casa de férias, um barco ou uma casa na floresta e depois antecipar a aposentação para que possam ter mais tempo de lazer.

Esta estrutura mantém o sistema de crenças de que a finalidade da vida é conseguir um bom emprego, trabalhar no duro, ganhar muito dinheiro, para que possa desfrutar de alguma forma de vida de lazer ou recreação, no que se chama de fim de semana ou de horas livres. Este modelo da realidade mantém-se unido  pelo macro programa do calendário Gregoriano e é reforçado a todos os níveis, pelas as diferentes formas de comunicação pública, mídia e educação”.

José determinou que a única forma de remediar esta situação era retornar a viver na frequência do tempo natural.

Partindo das suas próprias experiências, descobriu que isto poderia ser conseguido através do uso da matriz harmónica do Calendário das 13 Luas, foi o único calendário usado pelos seres humanos que leva em conta a unidade do tempo galáctico e planetário.

Ele raciocinou que se um número suficiente de pessoas concordassem em sair da caixa robótica 12:60, então o colectivo poderia expressar e experimentar uma nova liberdade de harmonia. Cabe às pessoas recuperar o tempo e devolvê-lo à Terra.

O físico quântico, David Bohm, que propôs as teorias mais abrangentes sobre a natureza holográfica do universo no seu livro “A Totalidade e a Ordem Implicita” em 1980, acreditava  na não citação e na probabilidade de que o velho paradigma de causa e efeito histórico é insuficiente para explicar todos os fenómenos.

Da mesma forma, José descobriu que a filosofia da sincronicidade e da ordem sincrónica não se adaptam às lógicas da ciência dominante, mas pelo contrário, se baseia numa matriz numérica invisível que segue um conjunto preciso de padrões codificados.

Ele estava ciente de que os Mayas usaram até 17 calendários simultaneamente no auge da sua civilização. Ele mesmo, ao viver diferentes ciclos, entendeu que a razão disso tinha tudo a ver com a sincronicidade.

Após anos de estudo e experimentação da matemática e ciclos que fundamentam o calendário Maya, José percebeu que:

  • 1) Uma matemática universal informa toda a existência.
  • 2) Todo mundo fenomenal é criado a partir de um certo número de padrões.
  • 3) Estes padrões numéricos são os códigos da 4ª Dimensão, que informam a nossa realidade tridimensional.

Descobriu que a matemática dos Mayas era na verdade a matemática da Quarta Dimensão, ou a matemática do tempo. Ele percebeu que toda a vida na galáxia é sincronizada de acordo com diferentes proporções harmónicas do tempo da Quarta Dimensão.

Após a descoberta da Lei do Tempo seguiu-se o “Encantamento do Sonho” (1991), um sistema interactivo matemático para trabalhar com os códigos da 4ª Dimensãol da Lei do Tempo. O Encantamento do Sonho também descreve toda uma cosmologia psico mitica, que recapitula os estágios evolutivos dos últimos 26.000 anos.

Os códigos matemáticos do Encantamento do Sonho são incorporados no Calendário das 13 Luas com o objectivo de criar uma ferramenta prática que pode ser usada diariamente para ajudar a mudar do tempo linear para tempo galáctico.

O calendário das 13 Luas sincroniza o ciclo solar de 365 dias com o ciclo galáctico de 260 dias para criar um ciclo de 18.980 dias ou 52 anos, durante os quais não há dois dias repetidos. José referiu-se a isto como o ciclo solar-galáctico e referiu-se a este sistema de códigos interligados  como o Encantamento do Sonho. Descobriu um sistema matemático onde a sinconicidade se pode mapear diariamente.

A palavra “Encantamento do Sonho” (Dreamspell) veio num sonho que José teve em 1990, no qual ele testemunhou uma grande ruptura – o ponto em que o sonho colectivo estava quebrado. Foi neste ponto que começou a amnésia.

Ninguém poderia lembrar o que aconteceu. Dentro da ruptura, a palavra Encantamento do Sonho emergiu como uma evocação proferida por uma voz antiga

As memórias fragmentadas foram espalhadas e depositadas em bolsos isolados da mente humana colectiva. Eram formas de semente de tudo o que agora culmina no estado do mundo actual. Os códigos matemáticos foram a chave para relembrar e entrar num novo Encantamento do Sonho. (Encantamento do Sonho refere-se a qualquer realidade acordada ou consensual).

José elaborou os códigos matemáticos do Encantamento do Sonho acompanhado pelo Livro dos Kins, enquanto permaneceu numa casa gótica, fria e escura, em Dornach, na Suíça. Esta casa foi desenhada no início do século XX pelo filósofo esotérico, Rudolf Steiner. José sentiu que os códigos matemáticos existiam como uma inteligência universal viva que não pertencia a nenhum grupo ou raça, mas exibia uma mensagem cósmica destinada a todos os povos.

Ele intuiu que esta matriz matemática viva coordenava o Sol e seu sistema planetário com um ser ou essência maior.

Ele percebeu que a maneira mais simples de acessar estes códigos matemáticos era através da matriz de calendário das 13 Luas/28 dias. Referiu-se a esta matriz de 13 x 28 como um “Sincronário” ou a medida de sincronicidade, ao invés de calendário, que em Latim é o para as calendas, que significa “livro de contas”.

Ele achou que esta era uma matriz  mestre, à qual  os outros sistemas de calendário podem ser conectados. É uma ferramenta que, quando aplicada, nos conecta à vasta rede da sincronicidade.

tutorial 13moons

Foi ao seguir as pistas deixadas pelos Mayas que José descobriu  a ordem sincrónica, um conjunto sistemático de códigos que revela a maior padronização evolutiva.

Descobriu que a ciência do tempo Maya Galáctico sintetiza tudo o que pode ser conhecido, tanto neste planeta com noutros sistemas do mundo. No Fator Maya, José escreveu a propósito dos mayas, sobre o propósito dos Mayas, em que ele acredita que originalmente vieram de uma civilização interplanetária avançada:

“… Eles (Mayas) vieram aqui especificamente para mostrar duas coisas: uma, que é possível viver em harmonia com toda a vida com pouca tecnologia, como a conhecemos; e dois, para deixar um código que desbloqueia as chaves de como a nossa vida – DNA – está em ressonância com as energias e forças galácticas. Este código funciona também como o calendário. Tudo funciona holograficamente”.

“… Dentro desta grande ordem da realidade, são incontáveis os ciclos sincronizados dentro de ciclos, que estabelecem todas as diferentes fases evolutivas da vida por toda a galáxia. O final de um ciclo não significa o fim do mundo, mas sim sinaliza um momento de grande mudança e o início de um novo ciclo evolutivo”.

Para obter mais informações:
https://lawoftime.org/product/time-synchronicity-and-calendar-change/


Texto de Stephanie South a.k.a Red Queen, publicado em:
https://1320frequencyshift.com/

 

2 Comments

  1. MARIA
    Janeiro 30, 2018

    ESTAMOS NUMA MUDANÇA DE CICLO? EXATAMENTE QUANDO SERIA ESSE TEMPO?

    1. Caban Oxlahun
      Janeiro 30, 2018

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