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13: Fim do Tempo – ou Apenas Outro Começo?

Parar o Tempo: Fim do Tempo

26 de Julho de 2004, podes até pensar, porquê tão cedo?

Bem, olha bem à tua volta, para o mundo de hoje. Achas que podemos esperar para fazer uma mudança fundamental? Não. A situação já está muito drástica. Temos que arranjar uma maneira de parar toda esta guerra antes que seja tarde demais. Parar o tempo é a única maneira de trazermos uma pausa.

O Movimento para fazer isto já está bem em andamento. Tudo o que é preciso é a grande massa mudar e trazer o desenvolvimento de uma campanha para prender a atenção de toda a gente.

Assim que todos os que quiserem a paz, que querem um melhor meio ambiente, que querem mesmo ver uma mudança de uma vida materialista para uma vida mais espiritualizada – uma vez que todos ouvirem acerca desta mudança de calendário, vão todos querer juntar-se aos que triunfaram. E não achas que isto inclui todos os seis biliões de seres humanos que vivem hoje em dia? Imagina todos eles percebendo que mudando o calendário é uma oportunidade inaudita de parar o tempo e começar um novo diálogo sobre o nosso futuro humano. Pode ser feito!

Existe outra razão para 2004. E isto é 2012. Talvez já tenhas ouvido esta data anteriormente. Muita gente já ouviu. E se estás a ouvi-la pela primeira vez – bom, agora já não vais esquecê-la.

O que significa 2012? Muitas pessoas vão dizer, “Ah, 2012. Isso é quando o calendário Maia acaba“. Qual é a grande importância acerca disto?

O calendário Maia não acaba realmente no ano 2012 – para ser mais exacto, 21 de Dezembro de 2012. Isto é somente o fim de um ciclo. Sim, o tempo sincroniza as coisas em ciclos, e 2012 é o fim do que é chamado do Grande Ciclo. Este ciclo é medido pelo que é chamado da Contagem Longa. O que é a Contagem Longa? É a contagem dos dias desde 13 Agosto de 3113 AC até 2012 DC. 1,872,000 dias para ser exacto. Isto constitui o que é chamado de Grande Ciclo, o ciclo de 5,125 anos desde 3113 AC até 2012 DC.

O que é então este Grande Ciclo? Bem, se fores aos teus livros de história vais ver uma coisa muito interessante. A maioria deles diz que a civilização começou na Suméria e no Egipto em 3100 AC. E o Grande Ciclo Maia começou a sua contagem 13 anos antes disso! Isto significa que o Grande Ciclo é a medida do ciclo da história da civilização humana. 2012 é o famoso ” final da história”. Vai mesmo acabar a história?

Olha à tua volta novamente. Talvez a história esteja a acabar agora mesmo! Talvez a civilização não possa ir mais distante que guerra global – e isto já é muito distante se queres ter alguma coisa depois da história acabar!

É isto o que significa ” final dos tempos?” Pode bem ser. A razão de 2012 é também porque é uma data profética. É realmente o fim do tempo – ou apenas outro começo? A mudança do calendário está toda aí. Vai garantir à raça humana outro começo enquanto o velho está a chegar ao seu grande final!

A profecia de 2012 diz que quando o Grande Ciclo acabar, se a raça humana conseguiu abandonar a civilização de materialismo e ter voltado a viver nos ciclos naturais, então será o paraíso na terra. Se não – podes então esperar o pior.

A razão da mudança de calendário em 2004, é que este calendário de 13 luas/ 28 – dias é um instrumento de tempo harmónico natural. Treze ciclos de 28 dias correspondentes aos ciclos biológicos da mulher, vai com certeza por a raça humana de volta aos ciclos da natureza. Mudando o calendário em 2004 e redireccionando a raça humana no caminho da harmonia com a natureza, vai dar às espécies oito anos para parar o tempo e focar os seus assuntos na direcção da unidade cósmica. Deste modo quando o solstício do Inverno de 2012 amanhecer e o ciclo acabar, a raça humana vai estar pronta para o paraíso na terra!

12: Muda o Calendário, Muda o Tempo, Muda a Tua Mente

Parando o Tempo: Muda o Calendário

Então a tua alma fez-te pensar, fortaleceu com uns simples factos e uma certa lógica. Aqui estamos, finalmente. O poder está nas tuas mãos. A chave para qualquer tempo está no calendário que chama o tempo. Quando perceberes que tudo acerca do tempo, no qual estás a viver é programado pelo calendário que governa o tempo, então aí, podes fazer alguma coisa!

Se podes mudar o calendário, podes mudar a tua mente – e a mente do mundo!

Podes fazer uma mudança permanente. Podes de facto mudar o tempo. Pensa nisto como um novo programa de software – enquanto o velho está a ser apagado! Se podemos fazer com os nossos computadores, porque não fazê-lo com o calendário que está nas nossas mentes?

Mais uma vez: Imagina um mundo sem Abril, Junho ou Novembro – imagina se conseguires. E depois imagina um mundo em que todos os meses têm exactamente 28 dias, cada dia da semana do mês é igual. Os meses são todos iguais. E o ano tem 13 meses perfeitos. Quatro semanas perfeitas em cada mês, 52 semanas perfeitas por ano. Um tempo de harmonia.

E em cada ano há um dia fora do tempo – nem é um dia de semana ou de nenhum mês! Imagina isto se puderes. Por causa do dia fora do tempo, cada mês de cada ano é igual de ano para ano. Isto é que é um calendário perpétuo.

Bom, se consegues imaginar isto, então é porque já começaste a mudar a tua mente. Vamos agora olhar para este novo programa de software.

É simples matemática. Qual a melhor maneira de dividir 365 para que corresponda com os ciclos menstruais da mulher ou com a lua? 365 a dividir por 28 = 13 (x28) = 364 + 1 = 7 x 52 = 364 + 1 = 365. Este + 1 é o Dia fora do tempo. Não é um dia da semana nem do mês!

DaliSeliGamaKaliAlfaLimiSilio
1234567
891011121314
15161718192021
22232425262728

Imagina este calendário mensal, treze vezes em cada ano. Todo o mês e cada dia da semana sempre igual. Poderia eliminar muitos problemas. 13 meses perfeitos. 52 semanas perfeitas. Não haveria dias extras fazendo as semanas e os meses ter um aspecto macilento. Harmonia absoluta. Nenhuma confusão. Fluía, igualmente. Poderia simplificar a maneira como fazemos as coisas, mas radicalmente!

Se queres isto, tens que parar o tempo! Parar o tempo é a maneira mais poderosa que temos para mudar o mundo. Mas para parar o tempo precisamos de um prazo limite. E depois muita gente pode fazê-lo todos ao mesmo tempo! O prazo limite para parar o velho tempo, eliminar o velho calendário e começar um novo é…26 de Julho de 2004!

Não falta assim tanto tempo. Antes que fiques com problemas no coração e que penses que não pode ser feito, recebe coração. Existem milhares de pessoas em todas as partes do mundo que já começaram a usar este calendário. Agora chegou a tua vez, de fazer a tua parte!

Podes começar a viver neste calendário agora mesmo. Há um aqui na parte de trás deste livro para o corrente ano, O Mago Espectral Branco, 26 de Julho, 2003 – 25 Julho, 2004. Quanto mais depressa tu, a tua família e os teus vizinhos começarem a viver de acordo com este calendário, mais fácil vai ser a mudança. Dá aos teus filhos para levarem para a escola e mostrarem aos professores.

Deves estar a pensar em algumas coisas neste momento. Como por exemplo, porquê 26 de Julho? E o que é que significa o ano Mago Espectral Branco?

26 de Julho é o “Dia de Ano Novo” no calendário das 13 Luas/28 dias. Acontece neste dia porque é quando a estrela Sirius amanhece com o Sol. Este calendário não é somente uma perfeita medida da órbita da Terra em volta do Sol, usando a medida lunar de 28 dias, como é uma norma de tempo galáctico porque o seu ponto de partida é baseado na estrela – Sirius – fora do nosso sistema solar, e lá fora na galáxia!

Se o novo ano começa no que corresponde no velho tempo ao 26 de Julho, então o dia fora do tempo é o 25 de Julho, correspondente no velho tempo.

E porque é que o ano 2003-2004 é chamado de Mago Espectral Branco?

Para que se possa distinguir os anos que passam, a data de começo de todos os anos tem um dos 4 símbolos e quatro cores: Semente Amarela, Lua Vermelha, Mago Branco e Tormenta Azul. Assim, os anos seguem uma sequência de 4 anos chamado o maço do ano Semente – Tormenta.

Para que depois se possa criar um ciclo de 52 anos perfeitos, os símbolos de quatro cores são alternados com 13 números. 4 símbolos x 13 números = 52 anos. Isto é, treze luas perfeitas com 4 semanas perfeitas em cada lua que faz 52 semanas perfeitas num ano. Mais tempo de harmonia!
Os treze números, chamados de tons, têm diferentes qualidades. Os tons criam por si mesmos, um tipo de código estenográfico da criação cósmica. Os treze tons dão também às treze luas os seus nomes. A primeira Lua é a Lua Magnética, etc.:

  • Tom um – Magnético
  • Tom dois – Lunar
  • Tom três – Eléctrico
  • Tom quatro – Auto-Existente
  • Tom cinco – Harmónico
  • Tom seis – Rítmico
  • Tom sete – Ressonante
  • Tom oito – Galáctico
  • Tom nove – Solar
  • Tom dez – Planetário
  • Tom onze – Espectral
  • Tom doze – Cristal
  • Tom treze – Cósmico

Então, se este ano é Mago Espectral (tom onze) Branco, o ano da Grande Mudança de Calendário será o ano da Tormenta Cristal (tom doze) Azul. E o ano seguinte será Semente Cósmica (tom treze) Amarela. Consegues adivinhar qual será o ano seguinte?

OK. Se chegaste já tão longe, entraste no novo tempo. Parabéns!

Se isto, foi tudo o que levou para mudares a tua mente, porque é que tem que levar ao mundo mais tempo? Vês como esta revolução pode ser pacífica e fácil?

11: Tempo de Guerra, Tempo de Paz

Parar o Tempo: Tempo de Paz

OK. O séptico em ti está ainda vivo e bem. Consegues ouvi-lo a perguntar: Então temos um desonesto calendário que programa a mente. Queres mesmo dizer-me que podes mudar o tempo substituindo-o por outro calendário? Queres mesmo dizer-me que os políticos vão dar cambalhotas, os banqueiros sair com pincéis de tinta e que as guerras vão terminar.

Felizmente, a resposta é, sim! Mais cedo do que tarde! Assim que o calendário mudar, é exactamente isso que ai acontecer. Porque tens que perceber: o presente calendário está programado para a desarmonia e guerra. Carrega no seu programa “o tempo de guerra”. Muda o calendário e podes mudar o programa. Como é isso?

Lembras-te do que falámos, do calendário programar a sociedade que o usa. E também como o calendário tem consigo os programas que usa nos seus usuários. Pensa na pessoa que criou este calendário, o porquê, e há quanto tempo é usado. Vá lá. Precisamos de um lição de história.

Temos que nos aperceber que este registo fonográfico que está a tocar na mente colectiva, toca já à mais que 2000 anos. É muito espaço de memória e de recuperação, não é? Então, quem inventou este calendário de Abril, Junho, e Novembro? Acreditas que foi o Júlio César!

Sim, antes de ser conhecido como calendário Gregoriano, era chamado de calendário Juliano – depois do próprio Júlio. Acontece que os Romanos tinham um calendário de 10 meses com muitos defeitos, e o Júlio, querendo uma maneira de mudar permanentemente de Republica para Império, com ele como o primeiro Imperador, decidiu mudar o calendário. Então para fazer a mudança durante o ano 46-45 AC, Júlio tinha que ter um ano que tivesse 445 dias. Compreensivelmente, este ano foi chamado de “o ano da confusão”. Júlio não viveu para além do “ides of march” (15 de Março) no ano 45 AC quando foi assassinado pelo que fez.

Mas o Império prevaleceu. Júlio foi seguido por Augustus Caesar que fez mais uma mudança no calendário. Ele reparou que Júlio tinha mudado o nome do mês “Quintilius” para Julius (Julho), então Augustus mudou também o nome do mês seguinte “Sextilius” para Augustus (Agosto). E não ficou-se por ai, Sextilius tinha só 30 dias, enquanto Julius tinha 31 dias. Augustus queria que o seu mês, fosse da mesma duração que o mês de Julius. O que ele fez? Tirou o 29º dia do mês de Fevereiro, já ele sendo o mais curto, e adicionou-o ao seu mês. É por isso que o mês de Julho e Agosto têm 31 dias e o mês de Fevereiro só 28.

E foi assim que o calendário começou. Motivos despóticos, pretensões Imperiais e uma grande confusão. Os Cristãos começaram a usar o calendário Juliano por volta de 321 DC, quando adicionaram os sete dias da semana. Os sete dias da semana foram emprestados pelo calendário lunar Hebraico. E quem emprestou os sete dias da semana aos Judeus foram os Babilónicos. Os sete dias da semana nunca correlacionam com nenhum dos meses excepto com o de Fevereiro quando o dia 1 calha a um domingo, aí vai haver quatro semanas perfeitas num mês.

A igreja cristã que operava fora do Vaticano era chamada de Igreja Romã. Usavam o calendário Juliano desde então. Como também a igreja ortodoxa do leste, Grega e Russa. E agora para além da história sangrenta do Império Romano, o calendário tomou como programa a história da igreja católica. Há pelo menos um santo para cada dia do calendário anual. A história das cruzadas é também programada neste calendário.

E depois algo aconteceu. Os cristãos navegaram oeste e “descobriram” o Novo Mundo. Num lugar chamado Yucatan, descobriram outras pessoas, os Maias. Os Maias também tinham um calendário, um instrumento “pagão” que era mais exacto que o calendário Juliano! Os Cristãos aprenderam pelo calendário Maia, que o calendário deles estava com menos 10 dias! O que fazer? Os Cristãos queimaram todos os livros dos Maias em 1562.

Mas deveras interessante foi que dez anos mais tarde em 1572, havia um novo papa. O seu nome era Gregório XIII e declarou que o seu primeiro acto como novo papa seria corrigir o calendário Juliano. Dez anos mais tarde, em 1582, o Papa Gregório XIII conseguiu realizar o seu objectivo. Se fosses para a cama na noite de 5 de Outubro de 1582, quando acordasses seria 16 de Outubro e não dia 6. O Papa Gregório XIII resolveu o seu problema dos dez dias, e o calendário passaria a chamar-se de calendário Gregoriano.

Pelo começo do século XX, este calendário tornou-se a norma no mundo inteiro. Não que todo o mundo votasse para isso, mas, foi por causa do imperialismo Europeu que dominava o mundo já há mais de 3 séculos, que o calendário foi aceite como norma mundial.

No inicio do Séc.XX (nota: “Século”, cem anos, é também um conceito deste calendário) a grande guerra na história aconteceu – a 1ª Guerra Mundial. Muitas pessoas não sabem que as Cruzadas acabaram realmente com esta guerra, quando o Império Islâmico de Ottoman foi destruído. Claro que a guerra aconteceu sempre desde 1582 de uma maneira ou de outra, num ou noutro lugar. Mas a 1ª Guerra Mundial foi a primeira guerra realmente mecanizada.

Depois de mais ou menos 20 anos mais tarde houve a 2ª Guerra Mundial. Esta acabou em 1945 com a bomba atómica. Desde então tem havido guerras num lugar e noutro sem parar. Hoje, tudo o que sabemos, é guerra. Grande tempo. E no presente que guerra lutamos, contra quem? Alguém que ninguém gosta? Petróleo? E não é interessante que começou com o começo da civilização? O que é que aprendemos?

O último século é conhecido como o século da guerra total. Agora temos um novo milénio. Será este o milénio da guerra total? Milénio, como o século, é outro conceito que se insere neste calendário que nos programa. Milénio é mil anos. O que é que aprendemos nos últimos mil anos, além de matar melhor e fazer o meio ambiente cada vez mais feio? O que é que vamos fazer nos próximos mil anos? O que nos faz ter a certeza que duramos mais dez anos? Ao passo que as coisas vão, algo tem que mudar depressa.

Talvez não precises de pensar em ciclos de mil anos. Pensa só em ciclos de 28 dias, vai ajudar-te a perceber.

Sabias que o calendário Gregoriano repete o seu programa precisamente a cada 28 anos? Em qualquer “fatia” de 28 anos, vai haver sempre, um salto de 7 dias/anos. Isso significa que existe registos Gregorianos de maiores 28 anos acontecendo debaixo da superfície dos eventos. Um ponto significativo é um bom lugar para começar a olhar estes ciclos de 28 anos e perceber como nos estão a programar. O que é um ponto determinante e significativo? Que tal a bomba atómica em 1945? Não mudou tudo? Com certeza que sim. Ou então, o 11 de Setembro em 2001?

Vamos então contar em ciclos de 28 anos depois de 1945 e ver o que aconteceu. Os primeiros 28 anos, 1973 – aqui houve alguma coisa – 4 de Abril, 1973, as Torres Gémeas do World Trade Center em Nova York foram inauguradas. 28 anos depois? 2001. 11 de Setembro. Acabou-se as Torres Gémeas. Eventos gémeos como Hiroshima e Nagasaki, dois ciclos de 28 anos anteriores (1945). E 28 anos antes de 1945? 1917. América entra na 1ª Guerra Mundial. 1945, América acaba a 2ª Guerra Mundial. Será que estamos, depois do 11 de Setembro, entrando na 3ª Guerra Mundial? 28 anos antes de 1917, 1889. Deixa-me pensar… A Torre Eiffel, a estrutura mais alta naquele tempo, 3 ciclos de 28 anos antes das Torres Gémeas. Vês agora como o calendário repete os seus programas? Queres realmente mais 28 anos deste programa?

Acho que é fundamental uma mudança. Parar o tempo seja talvez uma grande oportunidade para mudar o calendário. Começar tudo de novo num tempo de paz. A escolha é tua.

10: O Calendário é um Programa

Parar o Tempo: O Calendário é um Programa

O que é realmente um calendário? Calendário deriva de uma palavra em latim que significa “livro de contas”. O primeiro dia de cada mês no calendário Juliano, o antecessor do Gregoriano, era chamado “calendas”. Era nas calendas que se pagava as contas e as dividas. É familiar para ti? Leva-nos de volta ao tema do tempo é dinheiro. Não admira que o tempo é dinheiro esteja impregnado na nossa consciência e cultura. E esse parece ser o principal propósito do calendário que usamos. Para manter um controlo das nossas contas, pagar as despesas, e marcar as nossas reuniões.

Talvez não pensemos nisto desta forma, mas o calendário que usamos programa-nos para usá-lo da forma que usamos. Mas serão todos os calendários assim, nada mais que um programa arbitrário para tomar conta dos negócios. E o Sol, a Lua e as estrelas?

OK. Vamos guardar este assunto em mente. O calendário é um instrumento de programação. Programa a cultura, as pessoas, a sociedade que o usa. Cria um laço de “feedback” entre a mente do usuário e o seu programa. A natureza do calendário determina a natureza da sociedade.

O calendário Gregoriano é arbitrário e irregular. Raramente pensas em factores naturais quando usas este calendário. 1 de Janeiro não corresponde a nenhum solstício ou equinócio ou alguma coisa natural. Com um programa destes, claro que não vais pensar nas estações ou na lua quando usas este calendário. É quase como este calendário está a manter-te fora da fase com a natureza.

Talvez perguntes, o que é que um calendário deverá fazer? Um calendário deve ser um instrumento de medida que de alguma maneira te põe a ti e o teu planeta numa relação de harmonia com a lua, o sol, e talvez também as estrelas na galáxia.

O calendário Gregoriano pretende ser um instrumento de medida da orbita solar da terra. É o que realmente significa um ano – o tempo que leva a terra a dar uma volta ao sol. O calendário Gregoriano tem sim uma medida de 365 dias, o número de dias nessa orbita. Mas as suas unidades de medida, os meses, não correspondem uns com os outros. Não são na verdade uma norma de medida. Nem as subunidades de medida, os 7 dias da semana, correspondem aos meses. Os meses e as semanas muito raramente se sincronizam mas correm de uma maneira acidental em relação uns aos outros.

Muitas pessoas dizem: que diferença é que isso faz? É muito fácil não notar numa desigualdade ou irregularidade na medida do tempo porque não se pode tocar ou ver o tempo. Mas, será que deixávamos passar uma tal desigualdade numa régua? E se fossemos em frente e construíssemos coisas com uma régua irregular, não sairiam defeituosas ou desleixadas? Talvez passado um tempo diríamos: “Está ok assim, baixámos o nosso nível para acomodar estas construções desleixadas“. Mas, ficarias bem com estas sub normas de medida de objectos e formas no espaço?

Sim, baixamos a cabeça a estas sub normas e irregulares medidas do tempo. Pensando que não importa, que talvez seja já um efeito de aceitação por tanto tempo desta medida irregular. Se o espaço afecta os nossos sentidos, o tempo afecta a nossa mente. Portanto os efeitos de um tempo desonesto na nossa mente talvez seja muito subtil, mas muito pior, do que os efeitos de um espaço desonesto nos nossos sentidos.

Podemos todos desenvolver uma mente desonesta sem darmos por isso.

Uma mente desonesta, não veria o mundo desonesto e criaria problemas para si própria sem saber? Não apenas isto, mas pensaria que todos os seus problemas vêm de algum lugar fora de nós próprios. Estaríamos sempre a olhar para os problemas lá fora, em algum lugar. Não indo à raiz, nunca teríamos as verdadeiras soluções. Não interessa a quantidade de leis que criaríamos para controlar os problemas, estas leis mesmo assim não lidariam com o problema de raiz. Isto porque uma mente desonesta está a criar problemas, e a mente desonesta é uma função do calendário desonesto. Mas este calendário é um dogma, e toda a gente diz, e depois? Não será esta uma daquelas situações “catch-22”(1) ?

Isto é só olhando para os efeitos que o calendário tem como norma de medida irregular. Predispõe a mente para aceitar as desonestidades do dia-a-dia.

Não interessa quais sejam as unidades de medida – o calendário lunar tem meses alternos de 29 e 30 dias, por exemplo – um calendário é também um instrumento de programação. É como um registo fonográfico da mente que toca no ano longas sequências. O que quer isto dizer?

Por exemplo no registo fonográfico do Gregoriano, 1 de Janeiro é uma parte do programa. O que dá no 1 de Janeiro? Bom, neste país, muito se passa no futebol “jogos da taça”. Depois, no final de Janeiro, nunca sabendo quando exactamente, é a super-taça. Fevereiro programa-te o dia de S. Valentino e o dia do Presidente. Julho – dia 4 de Julho. Outubro para a festa Halloween. Dezembro, o Natal e a Passagem de Ano, etc. Agora o 11 de Setembro é parte do programa também.

Estes são os exemplos mais óbvios de como o registo fonográfico toca durante uma volta – um ano. Sempre que uma destas datas se aproxima, todo um segmento de população responde de uma maneira pré-estabelecida. Há mais programas que o calendário tem. Os começos e fins das guerras. Dia dos Veteranos. “Memorial Day”. 1 de Abril (dia das mentiras). Dia do trabalhador. As memórias destes eventos são acumuladas de acordo com as datas em que ocorrem. E depois, toda a gente, tem as suas datas pessoais que despoletam as suas emoções e memórias. Como por exemplo o dia que nasceste. Ou o dia que o teu filho morreu. Ou quando casaste.

Já reparaste que algumas destas datas são fixas – como o 25 de Dezembro – e outras nem por isso – como a Páscoa? Porquê? É por algum motivo ou rima, ou simplesmente é como o calendário, arbitrário e irregular?

Pensas que não tens qualquer controlo sobre isto, mas talvez até tenhas.

Imagina só, um mundo sem Abril, Junho ou Novembro – consegues imaginar?

Se consegues, então há alguma coisa que podes fazer acerca do tempo. Podes mudá-lo mudando o calendário. Se mudares o calendário, mudarás o programa da mente colectiva. Não é isto, poder?

catch-22
Este é um termo militar, que é muito confuso e difícil de descrever. Basicamente significa, que se houver uma lei, seja ela qual for, existe sempre uma excepção a ela.

9: Do Tempo é Dinheiro ao Tempo é Arte

Parar o Tempo: Tempo é Dinheiro

Ok. Vamos agora lidar com a parte mais difícil, entrando dentro do sistema que acredita e diz que tempo de qualidade existe na forma – tempo é dinheiro. Vamos lidar com aquela questão bónus: Qual é a relação entre tempo e dinheiro e o facto de ter tão pouco tempo?

Tempo é dinheiro. Já ouvimos esta expressão muitas e muitas vezes. Quem é que a disse primeiro? Foi talvez o Sr. Ben Franklin, que também disse, “A penny saved is a penny earned?” (um tostão poupado é um tostão ganho?”) Esta frase parece ser a base das poupanças nos bancos. E de onde surgiu a ideia do juro, e como está relacionado com o tempo é dinheiro? Quem é que inicialmente veio com esta ideia que senão pagarmos até um certo tempo, o dinheiro que se deve aumenta?

Estas ideias estão tão arraigadas na nossa cultura que raramente se para para pensar duas vezes sobre isto. Mais um dogma para a nossa mente e alma. Lembra-te que estamos no caminho para a libertação – livres de todos os dogmas! Vamos então ver o que se passa!

Sim. O que significa mesmo, tempo é dinheiro?

O que significa é isto: O valor de alguma coisa ou de alguém é igual ao tempo que leva a fazer ou a tirar algum proveito disso.

Pensa bem nisto. Quer então dizer que alguma coisa tem valor somente se pudermos fazer dinheiro com ela? Ou o valor de alguma coisa é de alguma maneira calibrado com quanto dinheiro vale? Pensa em ti por exemplo. O teu salário diz aquilo que tu vales. É tudo isso que vales? O que é esse salário? É o retorno em dinheiro de todo o tempo que passaste fazendo um tipo de trabalho. Tu vales tantos euros por hora, por semana, por mês, por semestre, por ano. E depois pagas impostos se vales muito.

Das Nove às Cinco significa que é o relógio do tempo que muda o teu ser para o equivalente em dinheiro, normalmente 5 dias por semana. Mas há aqui uma rasteira. O equivalente em dinheiro para duas pessoas que trabalham das nove às cinco pode ser radicalmente diferente. Um ajudante de cozinha no MacDonald´s vai fazer muito menos dinheiro, trabalhando a mesma quantidade de horas, que um corretor da bolsa. Podemos ver como é que o valor aumenta não só pela quantidade mas também o tipo de educação. Um corretor da bolsa ganha mais que um professor.

Não interessa o quanto nós tentamos, quando estamos a lidar com dinheiro, não podemos escapar a assuntos como a educação e desigualdade. O valor mais alto na sociedade é quanto mais dinheiro fizeres melhor. Uma pessoa que se tenha tornado bilionária rapidamente vai estar no topo da imprensa. Isto porque conseguiu converter uma quantidade pequena de tempo numa quantidade máxima de dinheiro. No mundo do tempo é dinheiro conseguir isto é considerado um super herói. O que é que achas que os pássaros pensam disto? Talvez pensem, o que é que interessa? Não podes comer dinheiro, pois não?

Claro que o propósito em receber dinheiro na troca do tempo que despendes é que não possas conseguir nada sem dinheiro.

Pensa nisto: Tu pagas para nascer, pagas para viveres e pagas para morrer.

Por outras palavras, cada segundo do teu tempo e de todas as outras pessoas é pré-calculado de acordo com o seu valor em dinheiro. Achas que a intenção de Deus e para a sua Criação era esta? Porque é que será que nós humanos, temos que pagar para simplesmente estarmos vivos? Será que os golfinhos pagam para nascer? Os sapos pagam para comer? Os macacos pagam para morrer? Que outras espécies têm o conceito “custo de vida”?

Se Deus não quis que a sua Criação fosse valorizada de acordo com o proveito que se pode tirar dela, de onde é que veio esta ideia? Podes mesmo separar o dinheiro do tempo? Separar o dinheiro do tempo no sistema predominante que se acredita é como tentar pensar no tempo sem o calendário de doze meses.

Mas como tua alma, tenho que te dizer isto: o dinheiro não tem nada a ver com o tempo, não com o tempo real. Não podes pôr um valor monetário na tua alma. E se pões, bem, é só para vendê-la ao diabo! É isso que estás a fazer quando procuras para o tal emprego bem pago – estás a vender-me, a tua alma, ao diabo? Eu sei que ficas desconfortável ao pensares nisto, mas pensa em todos os compromissos que fazes na tua vida, só pelo dinheiro.

Se tempo de qualidade significa o tempo em que não estás a fazer dinheiro, podes começar a ver porque é tão difícil arranjar tempo de qualidade. O dinheiro domina de tal forma a tua vida, que a maioria do teu tempo é gasto em fazer dinheiro, sair para comprar coisas com o teu dinheiro, tomar conta das coisas que o teu dinheiro comprou (que custa sempre mais dinheiro), ou procurando um escape para todas as tensões que o fazer dinheiro provoca na tua mente e corpo, que também por sua vez custa dinheiro.

Já reparaste também, que o tempo parece estar a acelerar? Qual é o tempo que acelera? Não é o do sapo, o tempo dos humanos e as suas máquinas. São as máquinas que estão a acelerar, que criam o efeito que o tempo está a andar mais depressa. E as máquinas estão, onde o dinheiro estiver. Então, quanto mais as máquinas aceleram, mais dinheiro tem que ser feito, e assim o teu tempo torna-se mais rápido na roda da vida criada pelo tempo é dinheiro em que mais coisas precisas de ter para acompanhar o dinheiro. É por isso que sentes que não tens tempo suficiente. Irónico? Paradoxal? Diz-me tu. Sou só a tua alma a pensar para ti.

Quando as máquinas foram inicialmente introduzidas na sociedade, foram descritas como instrumentos para economizar o tempo. Serão as máquinas uma função do tempo artificial? Pensa nisto. O relógio foi a primeira máquina. Tira o relógio e toda a sociedade artificial fica destruída.

Sim, o tempo dos humanos está a acelerar. Quão rápido pode ir antes de bater? Sim, o tempo é dinheiro. Quanto mais rápida a máquina mais rápido o dinheiro. Mais rápido o tempo. Já reparaste que quando vais muito depressa, parece que te esqueces dos pormenores?

Pode haver algo de muito trágico neste cenário.

Será esta a única maneira para a corrida humana? É este tipo de vida que lutamos para defender?

E se o tempo não for mesmo o dinheiro? E se tempo é arte? Se o tempo é dinheiro o resultado é velocidade e quantidade material, tempo é arte resulta em – qualidade. Imagina um mundo em que tempo de qualidade é mais importante que tempo é dinheiro. Imagina um mundo em que o tempo é dinheiro é considerado uma ilusão. Consegues imaginar? Se o tempo está a matar-nos e o tempo que nos mata é o tempo em que tempo é dinheiro, e se este tempo é inseparável do velho calendário – podemos mudar? Poderia um novo calendário assegurar que o tempo é arte o valor predominante?

8: O Começo do Caminho na Busca do Conhecimento do Tempo

Parar o Tempo: Busca do Conhecimento do Tempo

Em qualquer confrontar honesto em relação ao que realmente se passa no mundo, deves começar primeiro por ti. Mudar a tua atitude é o primeiro passo para mudar o teu mundo. Torna-te a mudança que queres ver.

Já falámos de tempo de qualidade. O real tempo de qualidade é o tempo da alma. Como é que podes lidar com a tua alma? Primeiro que tudo, tens que arranjar espaço para isso. Tens que dizer, não! Eu não vou ligar a televisão. Durante a próxima hora eu vou lidar com a minha alma. Eu vou dar à minha alma algum tempo de qualidade.

Para fazeres isto, precisas de ir para um canto sossegado, e simplesmente sentares-te aí. Se tiveres que, olha para a parede. Já reparaste como a tua mente não para, numa corrida desassossegada, quase em pânico? Olha para todos esses pensamentos. Quem é que está a pensá-los? O que estão eles a tentar fazer? Estão a tentar tirar-te da paz que tens com a tua própria alma! Para ouvir o que a tua alma te quer dizer, precisas de ter uma mente calada. Como é que vais fazer isso?

Bom, primeiro que tudo senta-te direito e respira fundo. Enquanto expiras, diz para ti próprio que estás a expirar todos aqueles pensamentos distractivos que estão a impedir-te de ouvir a tua alma a falar contigo. O que mais queres é ouvir o que a tua alma tem para te dizer. Demora um tempo, mas se continuares a expirar todos esses pensamentos de distracção, acaba por acontecer.

Podes também rezar a Deus, se é do teu gosto. Diz: ” Meu Deus! Preciso de lidar com a minha alma. Preciso de ouvir o que ela tem para me dizer. Senhor, dá-me paz na minha mente para que a minha alma possa dizer o que quer fazer com o seu tempo.”

Assim que experimentares um pouco de silêncio na tua mente, deixa a tua alma falar-te do tempo. O teu tempo. E sobre o caminho na busca do conhecimento do tempo. Se começares esta experiência com o conhecimento da tua impotência em relação ao facto de teres aceitado cegamente o tempo em que vives, vais querer ir pelo caminho do verdadeiro tempo, o tempo de alma, o tempo natural.

O que é que a tua alma tem a dizer sobre tudo isto? Lembra-te que tudo isto tem a ver com a parar o tempo, e o primeiro lugar para fazê-lo é dentro de ti. Isto é, parar o velho tempo. Isto significa, parar todos os velhos programas que te programam através do relógio e do calendário que nunca percebeste muito bem.

É por isso que tens que ir mais devagar. Talvez até te perguntes: “Porque é que a minha mente vai tão depressa? Onde é que eu vou, se já estou aqui? Será que a minha mente de corrida tem alguma coisa a ver com o tempo? Porque é que me sinto sempre com pressa, como se nunca tivesse tempo para nada?”

Sim, é isso mesmo. Vamos lá falar da verdadeira busca da alma com uma honestidade sem medo. Como é que podes sentir que nunca tens tempo suficiente? Suficiente tempo para quê? Se tempo é tudo o que realmente tens e sentes que não tens o suficiente, então o que se passa?

Isso leva-nos ao ponto essencial. Em qual tempo, estás tu? Se não estás sozinho, e todas as outras pessoas estão no mesmo tempo, e mesmo assim o resultado é insatisfatório para a maioria, então deverias começar a aprender um pouco mais sobre o que se passa. Talvez devas escrever umas coisinhas, perguntar-te algumas perguntas e ver se consegues respondê-las.

Perguntas para as pessoas que admitem a sua impotência em relação ao tempo em que vivem.

  1. Quando é que foi a primeira vez que aprendi o calendário?
  2. O que é que pensei sobre isso?
  3. Será que sei porque se chama calendário Gregoriano?
  4. Quando é que foi a primeira vez que aprendi sobre o relógio?
  5. O que pensei sobre isso?
  6. Sei qual é a fase que a lua está neste momento?
  7. Quando é que foi a ultima vez que vi a lua cheia?
  8. Quando é que foi a ultima vez que vi amanhecer do sol?
  9. Quando é que foi a ultima vez que vi o pôr-do-sol?
  10. Quantas estrelas eu consigo reconhecer no céu à noite?
  11. O que são os Equinócios e quando acontecem?
  12. O que são os Solstícios e quando acontecem?

Não tenhas medo da tua ignorância. Como é que podes aprender algo novo, se não eras ignorante acerca dalguma coisa. Demorando tempo ao responderes a estas perguntas posicionaste-te no caminho. O caminho na busca do conhecimento do tempo. Ao responderes a estas perguntas deves também ter-te apercebido do pouco que sabes. Aprendeste também como a aceitação de um dogma pode manter a ignorância. E pensaste, porque é que vou ser ignorante acerca do tempo? Quem é que beneficia disto?

E aqui está a pergunta bónus:

  1. Qual é a relação entre o tempo e dinheiro e o facto que eu tenho tão pouco tempo?

Se queres mesmo a liberdade e a iluminação, então vais ter que fazer alguma coisa acerca da tua impotência. Um teste honesto da tua ignorância é o começo. E assim podemos começar a construir o caminho na busca do conhecimento do tempo, iniciando um programa para engrandecer a tua sensibilidade com o tempo real, o tempo natural, o tempo do cosmos. Afinal de contas, queres ou não, estar conectado com o cosmos? Não tens que ir numa nave espacial para chegar lá. Podes fazê-lo fluindo com o tempo natural.

Mas para fluíres com o tempo natural tens que estar disposto a admitir que o tempo em que tens vivido talvez esteja todo errado. Admitir isto é o primeiro passo para ter de volta o teu poder.

Lembra-te, conhecimento é poder. Este livro é só sobre ganhares poder em relação ao tempo. Se queres mesmo fazer alguma diferença no mundo, e se queres mesmo que o mundo seja diferente, então o caminho na busca do conhecimento do tempo põe nas tuas mãos o poder para fazer isso. Em facto, se quiseres, podes tornar-te um co-criador do tempo, do tempo novo. Tu e muitos outros como tu que ganham este poder sobre o tempo, podem fazer uma grande diferença no mundo e torná-lo um mundo diferente.

Este livro guia-te nos primeiros passos para o caminho na busca do conhecimento do tempo, mas a tua sensibilidade ao programa do tempo natural tem que ser feito por ti.

Para a tua sensibilidade ao programa do tempo natural, deves descobrir:

  • Quando é que será a próxima lua cheia. Vê se consegues pará-la de crescer.
  • Onde é que será um bom sitio para ver o amanhecer do sol. Vai lá e experimenta.
  • Onde é que será um bom sitio para ver o pôr-do-sol. Vai lá e experimenta.
  • Quando é que será a próxima lua nova, e escolhe essa noite para observar o céu à noite. Porque é que será que é este o melhor momento para ver as estrelas?
  • Quando é que a próxima lua nova vai aparecer novamente e a que horas do dia.

OK! Embarcaste agora no caminho do poder que é o conhecimento do tempo. E o teu programa sensível de tempo natural está agora a ser lançado. Vamos deixar a bola rolar! Fazendo de ti uma pessoa mais informada e melhor, o teu poder sobre o tempo vai fazer um mundo melhor.

7: Estás a Matar o Tempo ou o Tempo Está a Matar-te a Ti?

Parar o Tempo: Estás a matar o tempo?

Estás talvez a pensar, que tudo isto é fácil demais. Ou que é demasiadamente rídiculo. O Bob Marley era simplesmente um idealista, um sonhador. Nós nunca poderemos “parar o tempo”. Talvez ainda não estejas convencido que o tempo realmente afecta a tua mente, e que existem diferentes tipos de tempo – o tempo natural e o tempo artificial – para o detrimento da tua mente e alma.

Bem, temos que apertar alguns botões. Já te deste conta de repente, que tens tempo nas tuas mãos? Acabaste o trabalho mais cedo, ou alguém cancelou uma reunião. Olhas para o relógio e pensas, “Tenho tempo para matar”.

Para aí! O que queres dizer, ” Tens tempo para matar”. Queres mesmo assassinar o tempo? Oh, sabemos que é mesmo só uma “expressão de discurso”, mas será, que percebemos mesmo o que estamos dizendo quando utilizamos expressões como, “I´ve got time to kill” (tenho tempo para matar”, ou “Let´s kill some time?” (Vamos matar algum tempo). Não é apenas o que significa quando dizes isso, mas o que fazes quando estás a “matar o tempo”. Pensa nisso. Sais para ires beber um copo? Jogas solitaire? Ou vais surfar na Internet?

Sim, estamos de volta ao tempo ser um acto espiritual. Normalmente quando dizes que tens “tempo para matar”, queres mesmo expressar isso. Vais usar esse tempo “livre” para fazer tudo menos olhar para dentro, para a tua alma. Encontrarás uma maneira de divergir a tua atenção, para não teres que olhar para ti próprio. “Matar o tempo” está na mesma categoria que “espaço morto”.

O “espaço morto” é aquele que quando estás ao vivo, ou em tempo de antena por exemplo e de repente não há anúncios, musica, ou alguma coisa que preencha esse espaço – só há espaço morto. É a pior coisa que pode acontecer na rádio ou na televisão. Mas o que é esse espaço morto? Um espaço em branco, como a quebra que existe no programa e de repente tudo fica vazio. E ainda pensa que quer matá-lo!

Espaço morto e tempo para matar – porque é que acontecem? À volta deste espaço morto só existe programas artificias. E onde achas que esse tempo para matar vai cair? Entre alguns pontos programados na tua agenda diária. E o que são esses pontos? Uma visita ao teu cliente? Uma reunião com o teu gestor bancário? Uma consulta médica? Agente de seguros? O carro para a oficina? Porque é que tens que ter um horário de trabalho de 8 horas que cumpres respeitosamente? Afinal, quem és tu, na realidade? Estás a representar para ti próprio, ou és apenas um pequeno encaixe, um dente de roda, num grande volante que se move em tandem, com muito menos mudanças, parte desta grande máquina chamada – civilização?

Não quero ser rude, mas ás vezes tens que pensar nisto tudo. Especialmente se tens uma alma e se pensas que também tens uma mente. Claro, que todas as outras pessoas parecem estar na mesma situação. Mas serve isto de desculpa, ou torna as coisas mais fáceis? Não. De maneira nenhuma. Significa somente que tens muita companhia, e como se costuma dizer, quanto mais melhor, e que assim podes esquecer tudo isto. Esquecer o quê? Esquecer este sentimento torturante que és apenas um encaixe, um dente de roda, de uma máquina, que nem é sequer feita por ti?

Então vejamos, estás na verdade matando o tempo porque não queres enfrentar o facto que é o tempo que te mata a ti, o tempo do relógio e o calendário irregular. Antes que comeces a pensar que estou a ser muito duro contigo, lembra-te, sou apenas a tua alma falando contigo, tentando explicar-te quantas coisas tens passado por cima e não tens prestado atenção. Lembras-te do que te disse antes? Não podes mais ignorar este assunto do tempo. Se te estás a sentir mal com tudo isto, desconfortável, é bom sinal, é porque estamos a chegar perto da verdade.

De facto, o tempo é tudo o que tens para trabalhar e brincar. É o teu meio de criação. Mas como é que encontras tão pouco tempo para ti? E quando encontras, queres matá-lo? Tudo o que te estou a tentar dizer, é que tu não possuis o teu próprio tempo, e que não interessa que mais alguém que tu conheças não possua também o seu tempo. Porque é que achas que isto é assim? E o que significa? E haverá alguma relação entre o facto que tu não possuis o teu tempo e o sentimento de impotência que sentes em face de tudo o que está acontecer no mundo de hoje?

Então, não tens a oportunidade todos os dias para realmente olhar para o teu tempo ou como é o tempo da tua via. A oportunidade está aqui agora. Quem sabe, quando virá novamente?

Ok. Vamos olhar para a tua vida. Como todas as pessoas na sociedade para quem este livro está sendo escrito, a tua vida é uma série de padrões. O básico nestes padrões é esta coisa de sete dias chamada semana, e esta semana é o mesmo padrão para mais ou menos todas as pessoas. Tem 5 dias úteis, de trabalho, e depois uma coisa chamada de fim-de-semana, para depois repetir-se novamente. De onde vem isto? Há quanto tempo isto tem sido assim? Antes de respondermos a esta questão vamos ver o que isto tudo significa.

“Blue Monday, how I hate blue Monday,”, é como começa a velha canção do Fats Domino. Porquê? Claro, porque, é o primeiro dia de trabalho da semana.

O Fats Domino, devia ter uma ideia do que é o tempo estar a matar-nos, senão não tinha que ser “Blue Monday”. Então, de segunda a sexta, para a maioria das pessoas empregadas, e também escolas e serviços públicos e de governo, é a semana de trabalho. E depois vem então o Sábado e o Domingo, o fim-de-semana.

A semana de trabalho é regulada pelo relógio, que é também referido como das 9 às 5. E portanto, o sábado e o domingo deveriam ser tempo para a alma. Mas será que é? Bem, talvez um pouco. Há a missa ao domingo, uma hora talvez para a alma. Ou talvez a sinagoga ao sábado. Mas o que vem a ser realmente estes “fim-de-semana”? É acerca de matar o tempo. É desporto e entretenimento. Rugby, basketball e baseball. “Big Time”. Se está no resto do mundo, é futebol. “Very big time”. Se não fosse por causa da televisão, isto não teria sido tão grande. Mas tudo vem à mão. Televisão, fim-de-semana, e grande tempo de desportos. Faz tudo parte da mesma coisa.

Eu sei, que tu, talvez não faças isto. Talvez faças outra coisa qualquer. Vais fazer sky ou windsurf. Talvez vás ao cinema, ou dançar, ou talvez então ir jogar um pouco ao casino. Ou vês o discovery channel. Ou um workshop de auto-desenvolvimento. Não interessa, porque, novamente será segunda-feira e toda aquela sequência se repete.

A questão aqui é que todo o teu show, o tempo todo da tua vida, reduz-se a este padrão de semana. E está a matar-te. Estás simplesmente a pôr a tua alma num colete-de-forças durante 7 dias. Quando a alma sufoca, tu ficas ainda mais aborrecido e com um necessidade de estares mais distraído com alguma coisa.

Estás a ver o que está a acontecer? Nem sequer estás bem vivo. Porque é a tua alma que realmente vive, e se não começares a dar à tua alma o tempo que ela precisa, então o tempo está a matar-te, o tempo do relógio e do calendário que está implantado na tua mente. Mas estás agora a aperceber-te disso e isso é o grande primeiro passo. Podes agora dizer ” Eu admito que não tive qualquer poder sobre todo o tempo que cegamente aceitei durante a minha vida.”

Parabéns! Este é o primeiro passo para ganhar poder no tempo. Não temos que ficar desamparados quanto a isto. Podemos fazer algo – agora!

6: O Tempo e a Tua Mente

Parar o Tempo: O Tempo e a tua Mente

Vamos dar uma olhadela à tua mente. Primeiro que tudo, achas mesmo que podes usar um relógio e achares que este não afecta a tua mente? Ou o calendário que está pendurado na tua parede – achas mesmo que isto não afecta a tua mente?

Tenta imaginar um mundo sem Fevereiro ou 25 de Abril ou 25 de Dezembro. Tu aceitas estas datas como verdades absolutas, mas sabes que elas não existem em parte nenhuma a não ser na mente – na tua mente? Uma árvore não conhece o 25 de Abril ou o 25 de Dezembro. Uma rocha então, ainda menos se preocupa com isso. Se fores a Neptuno, Abril não significaria nada. Mesmo assim, este tempo está tão incorporado na tua mente, na mente de todos, como se fizesse parte dela, que até já se lê nas revistas cientificas afirmações como esta: ” No dia 24 de Setembro, 75,000,000 a.C. no Jurássico, um pterodáctil aterrou num pântano para ser atacado por um tiranossauros assassino…” Achas mesmo que o dia 24 de Setembro existiu ou foi feita a contagem para chegar aí?

Isto é somente para te mostrar como este calendário pode ser tão insidioso, traiçoeiro, e como se tornou uma parte tão importante na tua mente, que levou realmente as pessoas a pensar que faz parte do universo. O incrível, é que, a maioria das pessoas nem sabe que este calendário só existe, “só circula por aí” à 400 anos. Se contares, 2000 é antecessor, o Juliano. Mas sabes o que é 2000 anos para a história da terra que tem mais que 4 biliões de anos?

Podes até pensar: e então?

Sabes o que a tua mente é? Não achas que a tua mente merece o mesmo tratamento que a tua alma? Já te perguntaste da quantidade de coisas que pões na tua cabeça sem nunca sequer questioná-las? É o mesmo que teres uma casa e simplesmente uns estranhos entrarem pela tua casa, andarem de um lado para o outro a mexerem em tudo o que é teu, usando tudo o que é teu, sem sequer pensar se estás lá ou não, como é que te sentirias? Ou simplesmente aceitarias a sua presença sem sequer perguntar de onde eles eram?

É assim que acontece com a tua mente quando aceitas coisas sem perguntares o porquê. É-te dada a informação e cegamente aceitas. Isto chama-se dogma. E tu pensas que não importa, mas importa sim. É como os estranhos que entraram pela tua casa e agora não querem sair. Para te livrares deles tens que fazer um esforço, gritar com eles e até empurrá-los para fora da tua casa.

Existem duas razões porque o dogma é mau para a tua mente. Primeiro que tudo, só pelo simples facto de estar na tua mente, tira-te espaço mental e não deixa pensamentos novos acontecerem. Esse pequeno dogma pode ser um impedimento de abrir a porta, e não vais mais poder abrir essa porta, para a tua mente. Essa informação aceitada está a ocupar um espaço muito importante – e nem sequer sabes disso.

E depois há o conteúdo do dogma. Pode ser como um tipo de veneno mental. Quer tu saibas ou não se é verdade ou mentira, ou talvez é alguma coisa arbitrária, ainda assim tu aceitas como real, acreditando que é verdade. E quando alguma coisa vem questionar isso ou incomoda-te, podes até chegar a defender este mesmo dogma.

E quando alguma da informação que aceitaste como realidade em “segunda mão”, estiver errónea? Mesmo assim aceitas como se fosse natural, como se fizesse parte da natureza. O que achas que tudo isto faz com a tua mente? Não te preocupas com a tua mente?

E se alguém vier e te der uma régua, e essa régua tem só unidades impar para medição. E mesmo sabendo destas unidades impar, a sua irregularidade é rejeitada, e comentada como: ” Está tudo OK, esta régua tem sido utilizada há séculos. Funciona perfeitamente. Não te preocupes com isso. É muito tarde para mudar alguma coisa”. Então aí, fazes esta régua parte da tua vida, e usas a todo o tempo. Que tipo de realidade pensas que poderás criar com uma régua como esta?

Este é exactamente o mesmo caso que o calendário que usas, o gregoriano. Provavelmente nem sabes porque é que se chama calendário gregoriano.

O problema aqui é que quando tu aceitas tudo sem questionar, torna-se uma realidade nua e crua para ti, acabas por “empenar” a tua mente. O conceito de tempo que está guardado como uma relíquia neste tipo de calendário, para não mencionar o tipo de conceito de tempo que pensas que está a tick tack no teu relógio, tem um profundo efeito na tua mente. Não só a tu a mente como virtualmente todas as mentes de todos os humanos deste planeta. E se estes conceitos de tempo estão – errados?

Toda a raça humana poderá estar errada ou em erro acerca de alguma coisa? É um estranho pensamento, este, não é? Bem, sendo ou não um pensamento muito estranho, e se for verdade? Que tipo de realidade é criada por ti quando a tua mente está em erro com alguma coisa? De certeza que já ouviste o provérbio, tu és aquilo que pensas. Se uma pessoa usa um tipo de medidas que é desonesto, não achas que esta pessoa se tornará desonesta também? E o mundo criado por si, não será também desonesto?

Imagina, uma pessoa querendo ir a algum lado, mas não sabe que a sua bússola está com uma diferença de 2 graus. Quando decide embarcar, irá parar em algures menos o seu destino, não é? Mesmo assim, se alguém da tripulação decide fazer um comentário ao capitão que a sua bússola está com um defeito de 2 graus, o responsável pela viagem provavelmente grita dizendo: “Insubordinado! Estás a ter pensamentos traiçoeiros!” e depois lá vai o tripulante parar à prisão pela sua impudência. É precisamente o que acontece às pessoas que costumam questionar os dogmas, são muitas vezes assim tratadas! E no final, o navio continua velejando em erro. Não te parece problemático?

Pensa bem e examina a tua mente!

Sabemos que talvez até tenhas pensado na tua mente ou feito alguma prática de meditação. Sentado agora e observando a tua mente podes estar a aceitar estas ideias, que estou partilhando contigo, como mais outras e estar a dissolvê-las, e pensando “são só mais umas ideias. Na realidade absoluta, nada é real, todos os pensamentos são desprovidos de substância. Portanto, o que tudo isto importa?

E quando terminas a tua meditação e te levantes, e olhas para o teu relógio e apercebeste-te que já estás atrasado para o teu próximo encontro. De repente, neste momento, o teu coração começa a bater mais depressa, esquecendo completamente que a uns minutos atrás estavas num estado de contemplação, nirvana. Quem te está a vigiar – a tua mente ou o teu relógio?

Só estou a partilhar contigo este tipo de analogias e exemplos para perceberes quanto a tua mente é controlada pelo tipo de tempo em que vives. A letra da música do Bob Marley diz assim ” Emancipate yourselves from mental slavery. None but ourselves can free our mind. Have no fear for atomic energy. Because none of them can stop the time.” ( Emancipem-se da escravatura mental. Ninguém a não ser nós próprios podemos libertar a nossa mente. Não tenham medo da energia atómica. Porque ninguém deles pode fazer parar o tempo.)

Se pensas que estás livre, mas que ainda existe um dogma que ainda não examinaste, e mais ainda, ainda não está eliminado, como é que podes considerar livre? Mas se alguém te apontasse esse mesmo dogma, e ainda assim querias ser muito mais livre, não farias algo quanto a isso? Ou serias preguiçoso, e dirias que nada poderias fazer. Mas, e se houver alguma coisa que podes fazer? E se emancipando-te da escravatura mental significaria que terias o poder de parar o tempo, e talvez até parar com a energia atómica? Não irias querer este poder?

5: Tempo – É Uma Coisa Espiritual

Parar o Tempo: Tempo – É uma coisa espiritual

“Mas, mãe, preciso do meu próprio tempo”.

Quantas vezes já ouviste os teus filhos fazerem esta declaração? E tu, também.

Quantas vezes já disseste para ti mesmo ou a alguém?

“Preciso de tempo para mim”.

O que é isso, e o que fazes quando tens tempo para ti?

A razão pela qual precisas de tempo para ti é porque existe demasiado tempo de outra pessoa na tua cara. Mesmo à tua frente. Precisas de estar sozinho – com a tua alma. É isto que significa realmente quando dizes que precisas de tempo para ti. Estar a sós com a tua alma deve ser o valor mais importante na tua vida. Nasces sozinho com a tua alma. E quando morres, é a tua alma sozinha que vai contigo. E mesmo assim, lutas para arranjar tempo para ficar sozinho com a tua alma. E se não estiveres sozinho com a tua alma – como é que vais perceber tudo?

O que é que a tua alma pensa acerca do tempo? Vamos ouvir.

Olá, tu! Esta sou eu, a tua alma a falar contigo. Oh, eu sei que cada um tem a sua alma. E que cada alma é única para o corpo que herda. Mas Deus fez as almas todas iguais no seu significado. Como tua alma, o que me interessa é que tu chegues ao fim da tua viagem com uma mente feliz. Cada alma tem o mesmo destino, então uma alma pode falar por todas. É o teu ego somente que pensa que a tua alma é diferente das outras.

Então escuta. O que a tua alma precisa, mais do qualquer outra coisa é de tempo. Tempo de qualidade. Esta é uma expressão que se usa bastante. Mas o que realmente significa? Que não existe qualidade no resto do teu tempo?

Tens que parar e olhar para isso. Até agora, tudo o que temos vindo a discutir parece ter uma dualidade ou polaridade. Tempo natural, tempo artificial. Tempo de relógio e tempo de qualidade.

Sim, tempo de qualidade parece ser aquele tempo que não estás a fazer o que o relógio te diz para fazeres.

Tudo o que a tua alma quer é tempo de qualidade. Mas o que dirias se a tua alma te dissesse: olha, tudo o que eu quero é tempo de qualidade! Eu desenvolvo-me no tempo de qualidade. E quando me dás tempo de qualidade é normalmente muito superficial porque estás preso no tempo de relógio. Pensarias que a tua alma é muito exigente? Mas pensa. É a tua alma e a qualidade de tempo que lhe dás que determina o que consegues quando chegares ao fim da tua viagem. Certo?

Então quem é, mais exigente: a tua alma que te diz, dá-me toda a qualidade de tempo que me podes dar e dou-te toda a experiência de qualidade que nem podes imaginar. Ou és tu que é mais exigente dizendo eu preciso de tempo para fazer o dinheiro que preciso para que possa arranjar tempo para dar à minha alma o que ela precisa.

Será que somos apanhados em alguma armadilha, ou algum tipo de castigo? Achas que Deus queria que te esquecesses da tua alma? Aumentando um pouco o crescimento de qualidade de tempo, enquanto o resto do tempo (hahaha!) o teu corpo está preso no tal moinho de tortura à espera do quê – de melhor pagamento? Não, do ponto de vista da tua alma puseste o teu corpo e consequentemente a tua alma no tal moinho para nada. Que razão terias para fazer tal coisa?

Claro que até podes dizer, não tenho escolha, é o que a sociedade exige. E depois não és livre, certo? És um escravo? Um escravo de quê ou de quem? Deixa-me dizer-te uma coisa directamente da tua alma. Quem possui o teu tempo possui a tua mente. Fica dono do teu tempo e assim conheces a tua mente.

O que te estou a tentar dizer, meu amigo, se me queres em boa condição no final da tua viagem, é que prestes muita atenção naquilo que te estou a dizer. Não podes ignorar por muito mais tempo este assunto do tempo. Ouves-me?

Eu estou a falar do teu tempo. O acordar da tua consciência do tempo. É o único tempo que tens de ser directo e verdadeiro comigo, a tua alma. Para fazer isto tens que perceber um ponto essencial: Tempo – é um acto espiritual. Enquanto não perceberes muito bem o que isto quer dizer podes me perder, e perdendo-me perdes-te a ti. Eu acho que tu não queres isto.

Eu sei que provavelmente nunca consideraste isto antes, que tempo é um acto espiritual. Em facto, tempo é totalmente espiritual – por isso não consegues vê-lo, provar ou tocá-lo. Podes apenas senti-lo. Fica registado no teu coração e alma. Não é como o espaço que é uma coisa material. Podes tocá-lo, prová-lo e senti-lo. Podes até, também, ficar viciado nele. É isso que cria o materialismo. É tão natural desenvolver um gosto pelo plano material. Mas é tão efémero! Porquê? Porque não percebes totalmente como o plano material é dirigido pelo tempo, e o tempo é um acto espiritual.

O tempo é o instrumento do espírito para fazer tudo o que Deus comanda. Então quando te deixas cair no aborrecimento ou ficas stressado, estás de facto a negar a realidade espiritual do tempo que te traz só benefícios! Quando estás “aborrecido” e não sabes o que fazer com o teu tempo, estás cego, para o facto que eu, a tua alma, está gritando por ti. Fala comigo. Não fiques aborrecido! Fala com a tua alma. É tempo de alma, não aborrecimento, quando tens tempo em mãos.

Eu sei o que é. Não tens habilidade espiritual para lidares com a situação. Não sabes realmente como meditar ou rezar. Ou menosprezaste o seu valor. Meditação e rezar, agora, que é tempo de qualidade.

Bem, não te quero bater mais na cabeça. Estou só a dizer que não podes ignorar mais o assunto do tempo. O tempo em que vives. E o programa de tempo em que tens vivido. Tens mesmo que examinar este programa, olhar com atenção para o significado do calendário e do relógio e perceber o que estão a fazer com a tua mente, o teu corpo e a tua alma. Se não olhares para estes instrumentos que governam o dia-a-dia e cada segundo da tua vida – se não começares a questionar o que estes tiranos do teu tempo estão a fazer contigo – então não vais poder chegar lá ao fundo da “porcaria” que me está a incomodar muito, a tua alma.

4: O Que é o Tempo?

Parar o Tempo: O que é o Tempo?

O Tempo é um rio. Não consegues entrar no mesmo sítio duas vezes.

O Tempo é uma maneira que Deus encontrou para que tudo não acontecesse ao mesmo tempo.

O Tempo cura todas as feridas.

O Tempo passado é uma memória. O Tempo futuro é um sonho. A única realidade é o aqui e o agora.

Se só existe o aqui e agora, então, isso significa que não existe tempo?

Estou com algum tempo em mãos.

Vamos matar algum tempo.

Eu estou a fazer tempo.

Sim, existem tantas expressões populares acerca do tempo. Mas quem realmente sabe o que é o tempo? Não podes vê-lo, tocá-lo, prová-lo ou senti-lo. Mas podes sentir que está acontecendo, ou não. O tempo ás vezes é lento, e outras vezes rápido. Seja o que for, sabemos que algo se passa. Será que estamos a ser puxados implacavelmente para o nosso fim? E o que estará nos puxando – será o tempo?

Existem todas estas experiências de tempo a que chamamos de experiências subjectivas. O sentido do tempo que sentimos dentro de nós.

E depois existe o tempo do dia, do sol, da lua e das estrelas. E o tempo das estações do ano. O que é que isto tem a ver com as experiências subjectivas que temos do tempo? Claro que, quanto mais vivermos nas cidades, menor é a nossa atenção, menos nos apercebemos do nascer e pôr-do-sol, as fases da lua, as rotações das constelações no céu.

Quando é que foi a ultima vez que viste o nascer do sol? E o pôr-do-sol? O sol é uma coisa óbvia, ou assim pensamos. Será que já te apercebeste mesmo que o sol não nasce ou põe-se, mas que é a Terra que está rodando no seu eixo em relação ao Sol e que portanto cria este efeito do amanhecer do sol e do pôr-do-sol? O que é o “Ano” realmente?

E a Lua. Quando é que foi a ultima vez que viste o nascer da Lua? Quando é que foi a ultima vez que viste uma Lua cheia? Sabes onde e a que horas deves olhar para o céu para ver uma Lua Nova? Achas que és afectado pelas fases da Lua? Sabes quanto tempo demora a Lua para dar uma volta inteira à terra?

E as estrelas no céu? Sabes nomear alguma? Sabes onde achar uma delas? Sabes como reconhecer a Ursa Maior? Sabes onde encontrar a estrela Arcturus? Ou Sirius? E reconhecer o Plêiades? Ou os Planetas – Sabes onde estes poderão estar no céu?

Se não souberes responder a alguma destas perguntas, achas que realmente importa se experimentaste o sol, a lua, as estrelas? Achas que vivendo num meio ambiente tão artificial onde existe cada vez menos contacto com o sol, lua e as estrelas, é bom ou mau para ti?

O movimento e padrões do sol, lua e as estrelas têm tudo a ver com o que chamamos de Tempo Natural. O Tempo Natural é o tempo da natureza, do sistema solar, da galáxia, do universo – do cosmos em si. Será que existem padrões cósmicos do tempo, e se há, como reconhecê-los? Se já tiveste a oportunidade de passar algum tempo num lugar selvagem, reparaste que os pássaros ou animais são governados pela noite e dia, pelo nascer do sol e pôr-do-sol, assim como a mudança de estações? E o teu corpo – consideras que faz parte da natureza, da maneira como os pássaros, árvores e animais fazem? Sem ter que pensar demasiadamente neste assunto, parece óbvio que existe realmente uma diferença entre o tempo das cidades e o tempo da natureza. Qual é, esta diferença?

Será possível haver tempo artificial e tempo natural? Se és um habitante urbano, o teu tempo não é governado pelo sol, lua e estrelas. É governado por um calendário e um relógio. Desde que saibas qual é o dia da semana e as horas, não precisas realmente saber quando é que o sol nasce ou põe-se ou qual é a fase da lua.

Já reparaste, também, que não há um escritório ou uma escola, que não tenha um calendário ou um relógio na parede? O teu computador tem um relógio. O e-mail que recebes vem sempre com o mês, dia e horas que foi recebido ou enviado. Não importa onde vás, não consegues escapar do relógio. Está em todo o lado. E até muito provavelmente usas um relógio, quando também tens um ao lado da cama e até ao lado do forno da cozinha.

Toda a civilização moderna está absolutamente dependente do relógio, enquanto os teus dias são contados por um calendário de 12 meses pendurado na parede. Ou na tua agenda diária ou electrónica. E se viajas de avião, as revistas a bordo estão cheias de publicidade, praticamente em todas as páginas, existe um anúncio de um relógio. Estamos obcecados pelo tempo do relógio? Porquê? O que é que o tempo do relógio tem de diferente do tempo natural? Que efeitos o tempo do relógio e a agenda diária tem na tua mente e estilo de vida?

Claro que só estamos falando acerca das experiências comuns do tempo no nosso dia-a-dia, porque se juntasses um grupo de físicos, biólogos e astrónomos e perguntasses acerca do tempo, a discussão além de ficar aquecida não teria fim.

Os biólogos falariam acerca dos relógios internos e ritmos circadianos.

Os físicos falariam de qualquer coisa desde “flecha do tempo” até à ideia que o tempo é uma ilusão, um suporte psicológico ou uma mera experiência de duração. Uns até poderiam falar de uma quarta dimensão, e outros ponderar sobre o espaço métrico e tempo.

Os astrónomos falariam do tempo em relação como a evolução das estrelas, e os físicos quânticos falariam das partículas que saltam o tempo. Se um parapsicólogo estivesse presente, provavelmente comentava o tempo pré-cognitivo.

Uma coisa é certa. Dentro de um grupo tão avançado de investigadores haveria pouca unanimidade de opiniões.

Seria académico considerar todas as definições de tempo. O que é importante é a tua experiência de tempo, e o facto de estarmos todos a viver num tempo muito estranho e difícil. Porquê assim? Será que temos que estar consignados para sempre a viver num tempo difícil? Como é que se sai disto? Como é que chegamos a um novo tempo?

Talvez o tempo seja mais importante para ti do que originalmente pensavas. Talvez o tempo seja um instrumento de consciência que pode ajudar-te a vencer os sentimentos de abandono, desamparo, aborrecimento, falta de motivação e stress. Talvez precises de saber acerca do tempo para poderes sobreviver espiritualmente.

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